A história da digital influencer acreana Ludmilla Cavalcante, 22 anos, tem chamado atenção nas redes sociais. Separada da filha há 10 meses, a jovem mãe luta para recuperar a guarda da criança, que está provisoriamente com o pai, no interior de São Paulo.

Segundo Ludmilla, quando foi dar à luz a segunda filha, o pai de Antonella ofereceu ajuda. “Ele me pediu para assinar um documento de autorização de viagem, por isso, eu assinei” conta a jovem que alega ter sido enganada pelo ex-companheiro e seus advogados.
“Eu fui parir a Catariana [irmã de Antonella]. Eu não vendi a minha filha, eu não abandonei a minha filha, eu fui parir. Quando eu pari, comecei a mandar mensagem perguntando quando a minha filha voltava. Todos me bloquearam e passaram quatro meses sem me mandar notícias”, disse entre lágrimas.
O documento assinado por Ludmilla Cavalcante deu sustentação para que o pai conseguisse junto à Justiça de São Paulo a guarda provisória de Antonella. A criança tem 1 ano e 10 meses, quando saiu do Acre para São Paulo tinha apenas 11 meses.
O caso corre na justiça de Bastos – interior de São Paulo. Ao longo do processo, a justiça paulista negou vários pedidos de tutela antecipada à mãe. A próxima audiência, que vai definir o futuro da criança, está marcada para o próximo dia 3 de agosto.
Alienação parental
Separada da filha mais velha há 10 meses, a digital influencer alega ter sofrido alienação parental durante todo o período. “Eu passei quatro meses sem notícias da minha filha, porque todos eles [família paterna] haviam me bloqueado. Então, a justiça me concedeu o direito de falar com a minha filha cinco vezes por semana”, relata.
Ainda segundo a mãe, a diferença entre o fuso horário do Acre e São Paulo e a falta de flexibilidade do pai atrapalham a comunicação com a filha. “Eu posso falar com a Antonella das 8 às 17 horas, horário de São Paulo. Entretanto, no fuso horário de Rio Branco (AC) seria de 6 às 15 horas. Só que quando eu posso ligar ou ela está tomando banho, dormindo, almoçando. As crianças têm rotina e quando atrapalhamos a rotina, elas ficam irritada”, explica.
De acordo com a jovem todas as provas materiais estão anexadas ao processo. “Eu já comprovei no processo que eu fui enganada. Por que ele ainda não me devolveu a minha filha?”, indaga a mãe.
Reconhecimento de paternidade
Além do processo judicial para recuperar a tutela da filha mais velha Antonella, Ludmilla Cavalcante abriu outra ação contra o pai – de reconhecimento da paternidade da filha mais nova, Catariana.
“Eu entrei com o pedido de reconhecimento de paternidade, mas a justiça ainda não acionou para a realização do exame de DNA”, explica a mãe.
O OPINIÃO entrou em contato com o pai, que não respondeu a nossa reportagem.


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