Felipe Lucchesi
No início dos anos 2000 surgia o reality show: “No Limite” na Rede Globo. Naquele tempo, a fita VHS ainda era um item presente na vida de boa parte das pessoas, que gravava a programação da tv quando não podia assistir no momento de exibição e frequentava videolocadoras.
O tempo passou, a tecnologia chegou e novos reality shows surgiram. O público passou de mero espectador, consumidor daquele conteúdo, para espectador integrante: reavalia provas, cobra que as regras sejam seguidas e principalmente, é quem toma a decisão final de quem merece continuar no jogo.
“No Limite” esqueceu que seu formato é de “reality show” e convidou o público a acompanhar uma “novela de aventura”, sem o público ter qualquer domínio daquilo que acontece no jogo: o voto é realizado entre eles, sem qualquer regra decidida pelo público e a saída dos participantes acontece por decisão deles próprios.
A Rede Globo quis resgatar um reality show que foi sucesso, mas esqueceu que o público não é mais o mesmo, assim como a Tv não é mais de tubo e as opções de reality shows são inumeráveis.
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