
“Não houve cancelamento de contrato, apena suspensão de serviço nos dez dias finais da gestão para que a empresa apresentasse os dados e a Secretaria Municipal de Zeladoria fizesse a fiscalização. Ou seja, foram razões administrativas, plenamente justificadas e necessárias”.
A frase é da ex-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), durante participação ontem, 31, em audiência pública na Câmara de Vereadores. “O serviço precisou ser suspenso por questões burocráticas referentes à mudança de gestão, conforme solicita o Tribunal de Contas (TCE) e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, disse ela.
A ex-prefeita pontuou ainda que quase R$ 11 milhões foi deixado em caixa para a conclusão dos últimos 15 mil pontos de iluminação, em um total de 38 mil conforme o projeto. E reforçou que o atual prefeito da capital acreana pode retomar as instalações a qualquer tempo. “A gestão atual poderia ter retomado o trabalho desde janeiro por meio de uma nova ordem de serviço”.
O atual secretário da Zeladoria Municipal, Joabe Lira, também presente na audiência pública, disse que a Prefeitura não deu prosseguimento as instalações da LED na cidade devido alguns problemas. Ele citou a possibilidade de produtos com preços estourados. “Estamos fazendo essa análise via Procuradoria Geral para que possamos solucionar isso. A prefeitura tem a intenção e vai fazer com que esse projeto seja concluído”, pontuou.
Socorro Neri contrapôs os argumentos do secretário. Frisou que as dúvidas poderiam ter sido tiradas durante o processo de transição. “A respeito da planilha poderiam ter sido sanadas há tempos com a criação de uma comissão técnica formada também por integrantes da gestão passada que estavam cuidando do serviço”, finalizou.


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