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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
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Ocupação de leitos de UTI: Acre deixa zona de alerta segundo a Fiocruz

O Brasil registrou uma “ligeira redução” nas taxas de mortalidade pela Covid-19 nas últimas duas semanas, mas a incidência de casos se mantém elevada, assim como os valores de positividade dos testes para diagnóstico da doença. As informações são do mais recente boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira.

Segundo a Fiocruz, na semana entre 2 e 8 de maio, também se observou uma redução da ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dedicados à doença em grande parte dos estados.

No entanto, os pesquisadores afirmam que o conjunto de indicadores que que vêm sendo monitorados pelo Observatório Covid-19 mostram que ainda há uma intensa circulação do vírus. “A pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo das próximas semanas, além de dar oportunidade para o surgimento de novas variantes do vírus devido à intensidade da transmissão”, informa o boletim.

Por isso, apesar da ligeira redução nos indicadores de criticidade da pandemia, a manutenção de um alto patamar exige que sejam mantidos os cuidados de prevenção contra o coronavírus, afirmam os pesquisadores da Fiocruz. ” Uma terceira onda agora, com taxas ainda tão elevadas, pode representar uma crise sanitária ainda mais grave”, alertam os autores.

Ocupação de leitos de UTI

Nestes primeiros 16 dias de março já são 24 óbitos de pessoas com idades até os 48 anos, enquanto que em janeiro foram apenas 11, alta de 45,8% no número de mortes. Foto: Odair Leal
Foto: Odair Leal

Segundo a Fiocruz, entre os dias 3 e 10 de maio, as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) apresentaram quedas “relevantes” na região Norte, com o Acre e o Amazonas deixando a zona de alerta.

No Sudeste, também houve a saída de Minas Gerais e Espírito Santo da zona de alerta crítico. O Rio de Janeiro, que entrou na zona crítica um pouco mais tarde do que os outros estados da região nessa fase recente da pandemia, agora é o único que permanece nela.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e o Distrito Federal apresentaram quedas no indicador e Mato Grosso deixou a zona de alerta crítico. O Nordeste manteve relativa estabilidade, com alguma melhora na ocupação de leitos no Maranhão e Ceará e permanência de cinco estados com taxas de 90% ou mais.

Na Região Sul, o Rio Grande do Sul manteve a tendência de queda, diferente dos outros estados, que se mantiveram com taxas de ocupação superiores a 90%.Continua após a publicidade