A trafegabilidade no calçadão da Raimundo Escócio, Centro de Rio Branco, está comprometida e perigosa. Segundo os comerciantes, o poder público ainda não deu resposta quanto à situação.
Desde o último fim de semana, o desbarrancamento da área, que fica às margens do Rio Acre, tem gerado sérios prejuízos ao comércio local. De acordo com os lojistas, a falta de acesso tem causado acidentes.

“Não tivemos respostas do poder público, ou seja, dos nossos governantes. Infelizmente, eles só aparecem aqui no dia da eleição, para pedir voto. A partir do momento que eles são eleitos, reeleitos, desaparecem todos”, disse o comerciante Adriano Borges.
Adriano trabalha na área comercial há 4 anos, sem ter para onde ir, todos os dias tem ido abrir a loja, mesmo estando com o estabelecimento comprometido pela erosão. “Todos os dias, o calçadão cede cerca de 10 a 15 centímetros. O nosso movimento comercial que já não estava bom, devido a pandemia, agora está totalmente paralisado”, disse.
Devido ao perigo, muitos comerciantes se viram obrigados a fechar as portas de seus estabelecimentos. A jovem Railany Melo, de 19 anos, teme pelo emprego. “Eu comecei a trabalhar há apenas duas semanas. Já foi difícil conseguir um emprego na pandemia, agora, está ainda mais complicado mantê-lo, pois preciso vender e, com essa situação, os clientes deixaram de circular”, lamenta a vendedora.
Sem recursos
À imprensa, o diretor-presidente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), José Assis Benvindo, disse que a Prefeitura de Rio Branco estava aguardando uma sinalização do governo do Estado sobre um projeto de contenção e urbanização do local.
Segundo a porta-voz do governo Gladson Cameli, Mirla Miranda, o projeto para o calçadão da Raimundo Escócio existe, mas não há recurso assegurado para realizar a obra.
“Temos um projeto que deve ficar pronto em agosto e vai ficar faltando apenas a captação do recurso, que pode ser tanto de recurso federal como via crédito. É uma obra que o governador tem pressa”, afirmou Mirla.
A demora em realizar à obra ameaça a situação dos comerciantes, que estão acompanhando o aumento do desbarrancamento gradativamente.
“A gestão passada ainda fazia alguma coisa, essa que está agora nem isso. Estamos abandonados”, destacou Adriano.


(Foto: Hugo Costa)


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