Criação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Secretaria de Educação no período de 2019 a 2020, durante a gestão do então secretário mauro Sérgio, é suspensa após os deputados Jonas Lima (PT) e Fagner Calegário (Podemos) retirando suas assinaturas do requerimento
A atitude dos dois parlamentares rendeu críticas de seus colegas. O emedebista Roberto Duarte lamentou o ocorrido e disse que os dois deputados devem explicações a população acreana.
“Sobre os deputados que retiraram as assinaturas. Eles têm que explicar para a população a mudança drástica de postura, acreditavam que havia irregularidades e corrupção e hoje mudaram de ideia?? Agora se entendam com a população, pois no próximo ano teremos eleições”, questionou Duarte.
Já o deputado Edvaldo Magalhães pontuou sobre uma possível ‘falta de respeito ao Poder Legislativo’. Mais uma vez destacou que alguns colegas de parlamento “rasgaram o Regimento Interno da Casa Legislativa”.
O comunista também destacou que o assunto se transformou em uma guerra entre a política e negócios. “E na disputa da política e os negócios, venceram os negócios. Houve uma disputa entre o interesse público e o interesse privado, e prevaleceu o interesse privado. Houve uma disputa entre a transparência dos atos e as negociações não republicanas. Foi isso que demorou 21 dias. Depois de 21 dias prevaleceu os negócios no escurinho do cinema”, falou Magalhães.
O deputado Daniel Zen (PT) também se pronunciou sobre o assunto. Mais comedido. O petista disse que viu com naturalidade as retiradas das assinaturas, especialmente de seu colega de partido. “Vi a decisão com naturalidade. O PT tem se tornado um partido cada vez mais democrático, com respeito às posições de seus membros. Não me sinto na condição de julgar ninguém. Nem mesmo a CPI se destinaria a julgar, apenas apurar fatos”, frisou.


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