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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Pesquisa aponta que 12,4% dos acreanos já sofreram agressões psicológica, física ou sexual

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, apontou que 72 mil acreanos de 18 anos ou mais já sofreram agressões psicológica, física ou sexual nos últimos 12 meses anteriores a entrevista. Isso corresponde a 12,4% da população do estado. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), entre as grandes regiões não apareceram diferenças estatísticas significativas: Nordeste (18,7%); Sudeste (18,6%); Norte (18,1%); Centro-Oeste (17,8%); e Sul (16,7%).

De acordo com a pesquisa, o percentual de mulheres que sofreram alguma violência foi de 14,0% e o de homens foi de 10,8%. Considerando a faixa etária, a prevalência de casos de violência é mais acentuada nas populações mais jovens: de 18 a 29 anos (16,5,0%); de 30 a 39 anos (8,9%); de 40 a 59 anos (13,5%) e 60 anos ou mais (6,9%). As pessoas pretas (20,2%) e pardas (10,9%) sofreram mais com a violência do que as pessoas brancas (14,6%). A mesma tendência ocorreu com a população com menor rendimento (sem rendimento até 1/4 do salário mínimo), em comparação com a de maior rendimento (mais de 5 salários mínimos), 16,2% e 11,3%, respectivamente.

No Acre, 9 mil pessoas deixaram de realizar suas atividades habituais em decorrência da violência sofrida, o que representa 12,9% das vítimas de violência, seja psicológica, física ou sexual. As mulheres foram mais atingidas do que os homens, com 18,3% e 5,4%, respectivamente.

Violência psicológica

Em 2019, a PNS estimou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população.

O percentual de mulheres vitimadas foi maior do que o dos homens, 12,9% contra 10,1%, respectivamente. A população mais jovem (18 a 29 anos) sofreu mais violência psicológica do que a população com idade mais elevada (60 anos ou mais), 15,4% contra 6,9%. Mais pessoas pretas (18,0%) e pardas (10,2%) sofreram com este tipo de violência do que pessoas brancas (13,4%).

Considerando o rendimento domiciliar per capita, o grupo com menor rendimento apresentou um percentual maior de vítimas: 15,2% das pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo, em comparação a 10,5% das pessoas com mais de 5 salários mínimos.   Para as Grandes Regiões, foram identificadas as seguintes proporções: Sudeste (17,8%); Nordeste (17,7%); Norte e Centro-Oeste (16,9%); e Sul (15,9%).

Violência física

A pesquisa também estimou que 17 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram violência física nos 12 meses anteriores à entrevista, o que representa 2,8% da população. O percentual de vítimas do sexo feminino foi de 3,4%, enquanto o dos homens, 2,2%. Para as Grandes Regiões, foram identificadas as seguintes proporções: Norte (4,7%), Nordeste (4,5%); Centro-Oeste e Sudeste (4,0%); e Sul (3,8%).

O percentual de vítimas do sexo feminino foi de 3,4%, enquanto o dos homens, 2,2%.

Violência sexual

Para as pessoas que responderam que não sofreram agressão sexual nos últimos 12 meses, foi perguntado se ela sofreu essa violência alguma vez na vida. Considerando essas duas perguntas, estima-se que 25 mil pessoas de 18 anos ou mais de idade foram vítimas de violência sexual, independentemente do período de referência, o que corresponde a 4,3% desta população, 2,6% dos homens e 5,9% das mulheres.

Seguindo as características do tópico anterior, as pessoas de 18 a 29 anos de idade apresentaram uma proporção maior (3,0%) do que as pessoas de 60 anos ou mais (2,8%). Considerando-se cor ou raça e rendimento domiciliar per capita, não houve diferenças estatisticamente significativas.