Muitos profissionais fizeram parte da redação do Opinião, em uma década de existência. O prestígio que o impresso tem, e que foi consolidado durante esses anos, fez com que muitos jornalistas migrassem para o periódico, o único que ainda circula no Estado, e o mais premiado entre todos os meios de comunicação, apesar de ser o caçula no jornalismo acreano.

Para Raimundo Fernandes, ex-editor do jornal, e atual diretor da Rádio Difusora Acreana, o Opinião é a renovação da imprensa escrita. Ele destacou que um dos diferenciais do impresso, ao qual fez parte durante cinco anos, é o investimento em qualidade.
“O JORNAL OPINIÃO passou a ser uma referência porque sempre teve o cuidado com a qualidade de impressão e o zelo com o texto, é um jornal que prima pelas reportagens especiais, sendo hoje o maior vencedor de prêmios. Quando comecei era uma vez por semana, depois passou para duas, e aumentamos o tamanho, era um jornal pequeno, e nós deixamos no tamanho normal, e depois passou a ser diário” destacou Fernandes.
Ele também salientou que o impresso é o único que chega aos municípios do interior, levando informação a quase toda a população acreana. “A direção do jornal sempre teve muito cuidado com a distribuição nos demais municípios acreanos. O Opinião é muito bem distribuído, serve de porta voz através da escrita, porque consegue chegar aos lugares mais longínquos. O jornal é a voz humilde na escrita”.

O jornalista José Pinheiro também editou o OPINIÃO de novembro de 2016 a dezembro de 2018. Em conversa com nossa equipe, ele relatou um pouco da experiência à frente deste periódico. “Ser editor do Opinião foi uma experiência gratificante para minha vida profissional. Foram dois anos de aprendizado, de conhecimento, de troca de experiências. A edição ela te proporciona a pensar rápido, a selecionar melhor a informação, a tratá-la de forma mais impactante, chamar a atenção do leitor. É enxergar uma pauta com mais profundidade. Isso tudo você desenvolve editando”.
De acordo com Pinheiro, ao passo que o editor vai ficando mais experiente, o poder de síntese do profissional vai aguçando. “Às vezes é preciso manchetar em pouco espaço e essa perspectiva de tempo e espaço, a edição do impresso te dá”.
Um novo olhar
Com o avanço das outras mídias, José Pinheiro reforça a necessidade de o impresso adquirir um novo olhar. “Tentar buscar algo que não seja já factual. Confesso que a cada capa concluída era o mesmo friozinho na barriga que a primeira capa no primeiro dia de edição. Identificar uma manchete que não seja a mesma de todos os outros é o grande desafio”, relatou.
E acrescentou: “O cheiro fresco da tinta imprensa no papel logo na manhã seguinte é gratificante. Gratificante ir à padaria e alguém estar folheando o impresso. O impresso é pai e mãe de todos os outros meios, por isso que ele é tido como “verdade” até hoje. Mas, é isso. Vida longa ao Opinião, vida longa aos impressos”, finaliza.
Divisor de águas

A jornalista Marcelina Freire, comentou que o Opinião foi um divisor de águas em sua carreira. “O jornal Opinião foi um divisor de águas na minha vida profissional, foi onde eu iniciei em uma redação, isso em junho de 2017. Até então, só tinha experiência de assessoria de Comunicação, e eu tinha essa vontade de passa por uma redação, de fazer externa, e foi o jornal Opinião que me deu essa oportunidade. Sou muito grata, tive oportunidade de trabalhar com colegas que eu levei para vida e com pessoas que eu aprendi muito”.
Desafios
O jornalista Luan Cesar, que trabalhou no jornal de 2019 a 2020, disse que um dos grandes desafios foi o de cobrir pautas relacionadas ao novo coronavírus. “Durante o período que estive no Opinião fiz muitas matérias, pautas legais. Também reiniciamos muitas coisas que estavam ‘paradas’ no jornal, como o site, com matérias especiais. O que marca minha passagem pelo jornal é o início da pandemia. Eu era um dos profissionais que fazia cobertura sobre a doença”.
Ele ressaltou que o objetivo do jornal sempre foi de informar, sempre cumprindo o papel do bom jornalismo, que é o de mostrar a verdade dos fatos, checando e apurando todos os assuntos pautados, principalmente no período em que as fake news estão ‘reinando’.

Premiado
O premiado fotojornalista, Juan Diaz, também passou pelo periódico. Aliás, foi no jornal, que ele se destacou como profissional. “Trabalhar no Opinião foi ‘massa’, muito bom para a minha carreira. O jornal impresso hoje em dia é um sobrevivente, um guerreiro, em meio as novas plataformas de informação, as digitais, as tecnológicas. Foi no Opinião que aprendi a fundo o que é o jornalismo pé no chão. Tudo me empolgou bastante, principalmente por trabalham com grandes profissionais. Sou o que sou, na área profissional, pelo que passei no jornal Opinião. E que venha mais 10 anos”.
Estágio e boas lições
O jornal OPINIÃO também é conhecido por abrir espaços para que os estudantes de jornalismo possam estagiar e, dessa forma, colocar em prática o que estão aprendendo na universidade. Recentemente, três estudantes de jornalismo da Universidade Federal do Acre (UFAC) passaram pela redação do OPINIÃO: Guilherme Limes, Abigail Sunamita e Elis Caetano. O trio ajudou na elaboração de matérias do cotidiano, além de materiais especiais.
Os três contam um pouco da experiência de passar pela redação deste periódico. Para Guilherme Limes, o Jornal Opinião foi o local em que ele experimentou o jornalismo, isso de forma prática.
“Foi minha primeira casa. Tudo que aprendi até aqui teve uma grande porcentagem do Opinião. E, graças a isso, muitas portas se abriram. Geralmente, quando conversam comigo sobre jornalismo, sempre me referenciam a alguma de minhas matérias produzidas ao jornal, e isso é muito gratificante. Quando vejo alguma de minhas produções sendo discutidas aí fora pela internet, isso me instiga ainda mais a continuar produzindo”, disse.
E acrescentou: “Sou grato às amizades que construí lá dentro e, principalmente, por ter sido o primeiro lugar em que estagiei; por me conduzirem de forma tão flexível e encorajadora; além das inúmeras histórias que pude transcrever sob um olhar ético e coerente naquilo que acredito que seja fundamental para o jornalismo, por ser o que lhe constitui. As narrativas. As vivências. Aquilo que a sociedade carece em saber. Minha gratidão aos aprendizados!”.
Abigail Sunamita, que também estagiou no jornal, relata que foi através do Opinião que pôde vivenciar o jornalismo de verdade. “Foi minha primeira experiência e foi gratificante. Tudo que vivenciei neste local me ajudou bastante, pois expandi minha mente como comunicadora. O jornal abriu muitas portas em minha vida. Sempre que faço referência ao Jornal Opinião as pessoas admiram todo material feito por mim”, disse a acadêmica de jornalismo ao pontuar também que teve mais de cinquenta matérias publicadas no jornal.
“Foram mais de cinquenta matérias publicadas e assinadas por mim, através deste jornal tive a oportunidade de me tornar mais conhecida. Além disso, as pessoas passaram a me tratar com mais confiança. Minha escrita melhorou muito e aprendi a ter um olhar mais sensível diante de todas as situações. Além de toda bagagem como profissional que pude adquirir, tive contato com uma equipe super qualificada. Cada pessoa com seu jeitinho de escrever e viver o jornalismo. Muito Obrigada!”, relatou.
Para Elis Caetano, que também passou pelo periódico, o Opinião lhe proporcionou uma experiência incrível e inesquecível dentro do jornalismo. “Conheci muito do que ainda não tinha a mínima ideia, a gratidão é imensa, principalmente na área de política, era prazeroso e muito satisfatório poder levar a verdadeira informação. A abertura e todo apoio que recebemos foi a construção do que seremos como futuros jornalistas. Conhecer o jornal impresso e poder atuar dentro desse ramo foi desafiador, mas eu amei. Confesso que algumas matérias foram escritas a base de lágrimas, mas sempre sendo extremamente ajudada. Gratidão a todos vocês que somaram no nosso crescimento, que o jornal continue na resistência e levando a verdadeira notícia para que todos tenham acesso, que muitas pessoas possam ser agraciadas”, falou.
Ao falar sobre a passagem do trio pela redação, a editora-chefe do jornal OPINIÃO, Marcela Jansen relata que foi uma experiência gratificante. “Já estive no lugar do Guilherme, Abigail e Elis. Ao mesmo tempo que se chega na redação com muito entusiasmo, afinal, irá se colocar em prática o que se aprende na sala de aula, porém, somado a isso tem também a insegurança. Meu primeiro contato com o jornalismo foi com o Alan Rick. Na época ele apresentava o Gazeta Entrevista. Me ensinou muito e com paciência. Fiz questão de fazer o mesmo com o nosso trio”, disse.
E acrescentou: “Ver os três crescendo, melhorando a escrita, passando a ter um olhar crítico das coisas, mas com o compromisso com a verdade, ouvindo todos os lados, se empenhando, dando o melhor foi uma experiencia muito gratificante. Desejo todo sucesso possível a eles”, finalizou.





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