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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Estado reforça pedido de apoio ao governo federal para fechamento da fronteira

MARCELA JANSEN

Preocupado com aumento nos casos do novo coronavírus e temendo um possível colapso no Estado, o vice-governador Major Rocha encaminhou ontem, 28, um Ofício ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty), ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com cópia à Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Presidência da República, solicitando a restrição excepcional e temporária da entrada de estrangeiros no país por meios das fronteiras com o Acre.

O documento aponta que os municípios de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri, que constituem a regional do Acre, registraram um aumento de 38% no índice de novas internações por SRAG, 24% nos índices de síndrome gripal Covid-19, e 50% no índice de óbitos por coronavírus.

“Para efetivação dessa medida, o Governo solicitou apoio do Programa de Cooperação de Segurança Pública Brasileiro (Força Nacional de Segurança) para fazer cumprir o que já impõe a portaria ministerial nº 652 de 25 de janeiro de 2021, que dispõe sobre a citada restrição”, informou a porta-voz do governo, jornalista Mirla Miranda.

Em conversa com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, na última segunda-feira, 25, o governador Gladson Cameli pediu apoio para fechar o acesso pela fronteira da Bolívia e Peru, países vizinhos, e as divisas com os estados do Amazonas (AM) e Rondônia (RO). O chefe do Executivo quer evitar a propagação da nova variante da Covid-19 no Acre.

“Infelizmente, os nossos vizinhos estão passando por momentos difíceis e estamos fazendo tudo que é possível para evitar que isso também aconteça no Acre. Por isso, pedi ajuda do ministro Ernesto Araújo para que possamos fechar nossas fronteiras até que a situação se amenize. Nossa prioridade é salvar vidas e continuaremos com o mesmo empenho até o último dia dessa pandemia”, destacou Cameli.

O governo acreano não descarta a possibilidade de fechar a fronteira por conta própria caso Ministério das Relações Exteriores demore em responder do pedido pelo Executivo acreano.

Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e demais poderes já foram notificados para uma reunião a fim de debater sobre o fechamento da fronteira através do governo do Estado.

A fronteira do Acre com a Bolívia foi reaberta em setembro de 2020, após quase seis meses fechada. Os prefeitos de Brasileia e Epitaciolândia, interior do estado acreano, e o prefeito de Cobija, se reuniram e decidiram pela reabertura com restrição e foi assinado um termo de liberação. Também foram instaladas barreiras sanitárias para evitar a proliferação da doença.