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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Caçambeiros fazem protesto na sede do Deracre; autarquia deve R$ 11 milhões

Caçambeiros fazem protesto na sede do Deracre; autarquia deve R$ 11 milhões

O grupo de caçambeiros e operadores de máquinas que fecharam a sede do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre), em Rio Branco, na quinta-feira, 17, seguem com a paralização e dizem que só devem deixar o local quando o governo pagar 50% do que é devido aos trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros e Máquinas Pesadas do Acre, Júlio Farias, a dívida é de R$ 11 milhões. Os valores vêm sendo acumulados desde 2015. No ano passado foi feita uma negociação com o governo de que o valor seria pago em 11 parcelas.

Ainda de acordo com Farias, o acordo está em atraso há dois meses. Além disso, ele alega que durante o ano de 2017, eles ainda não teriam recebido os salários. E agora protestam pedindo que o governo cumpra o prometido.

“O governo descumpriu o acordo e de janeiro para cá não pagou nada. Fizemos uma negociação e, o diretor disse que conversaria conosco. Mas a reunião não aconteceu e recebemos o recado do governador que disse que cancelaria todos os contratos”, disse Júlio.

A reação dos trabalhadores é de fechar as quatro pontes de Rio Branco na próxima segunda-feira, 21, caso não sejam atendidas as reinvindicações. Além disso, devem paralisar todas as atividades em ramais e estradas do estado.

“Se vier gente de fora, nós não vamos deixar trabalhar e se não tiver solução, segunda-feira nós vamos trazer o pessoal dos ramais e vamos interditar as quatro pontes da capital”, disse Farias.

O diretor do Deracre, Cristovam Moura, disse que está aberto à discussão, mas que a categoria só seria recebida novamente se retirasse o pessoal que mantém a unidade da presidência e a refinaria do Distrito Industrial fechadas.

“Para sentar nessa mesa de negociação, o governo exige que seja liberado o espaço público que se encontra ocupado. A dívida existe, fechamos um acordo para quitação dessas dívidas, mas a fazenda alega que teve problemas financeiros para fazer o pagamento nas datas atrasadas. O governo se coloca a disposição para renegociar a divida, mas caso permaneçam com o espaço fechado, o governo vai acionar a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e podem ocorrer sanções contratuais”, disse Cristovam.