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Embrapa realiza oficinas de derivados de banana e castanha na Expoacre 2017

Embrapa realiza oficinas de derivados de banana e castanha na Expoacre 2017

A Embrapa Acre realizou durante toda a quinta-feira, 27, no Campus do Agronegócio, oficinas de derivados da banana e castanha do brasil. A ação compõe a vasta programação realizada durante a Expoacre 2017.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Acre, Joana Maria Leite, as oficinas valorizam a matéria prima genuinamente amazônica e melhora a qualidade nutricional dos alimentos no dia a dia, como por exemplo, a castanha que contém energético, carboidratos, proteínas, gorduras saturadas, gorduras monoinsaturadas, fibra alimentar, fibras solúveis, cálcio entre outros.

Na ocasião, os alunos aprenderam a fazer uso da farinha de banana com e sem casca para mostrar a possibilidade das duas matérias primas. Trabalharam também com castanha do Brasil desengordurada e óleo de castanha extraída com prensagem a frio.

“Vemos que são produtos fáceis de elaborar em casa para comercializar. Além de aumentar o consumo desses produtos a pessoa valoriza e produz um alimento nutritivo, pois a castanha é rica em proteína e óleo, a banana em minerais, carboidratos e fibras. Complementar essas duas matérias primas uma a outra forma um super alimento”, disse a pesquisadora.

Joana diz ainda que não como comparar um pão de farinha branca com um pão feito com farinha de banana e castanha do brasil. E ensina como produzir as farinhas em casa.

“A farinha de banana é fácil de produzir. Basta você higienizá-las, fatiar, colocar no forno ou no sol, desde que coberto pra não pegar poeira, para secar e depois triturar no liquidificador. A castanha é só ralar, se não tem a possibilidade de prensar é só usar ela integral mesmo e reduzir a quantidade de óleo que usaria em uma castanha desengordurada”, ensina.

De acordo com Leite, a Embrapa tem feito um trabalho sobre as boas práticas na área extrativista para manter a qualidade da castanha, principalmente, na com relação à produção de aflatoxinas, que são substância toxicas para os seres humanos e animais. E desenvolve ainda armazéns secadores para conservar a castanha dentro de um nível de umidade adequado. Além de ajudar as cooperativas para padronizar e garantir que a produção seja de qualidade.
A aluna Edicleia Silva, mora em Capixaba e trabalha na Coopervida, para ela é de qualidade e vai passar a usá-lo em casa e para vender.
“Vou colocar em prática tudo que aprendi aqui e garantir uma renda extra para ajudar nas despesas de casa”, finalizou.