Rio Branco
32°C
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
12:43

Ex-ministro, ex-deputado e empresários são alvos da Lava Jato em apuração sobre fraudes na Eletronuclear

A Polícia Federal cumpre 12 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão em uma operação na manhã desta quinta-feira (25) com base em uma investigação que apura fraudes na Eletronuclear.

Silas Rondeau, ministro de Minas e Energia no governo Lula, é um dos alvos. À época do governo pertista, Rondeau estava no cargo dentro da cota do então PMDB, sob indicação ao cargo por José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL).

Além do ex-ministro, o ex-deputado federal Anibal Ferreira Gomes (DEM-CE), empresários e ex-executivos da estatal são investigados na operação Fiat Lux, que é um desdobramento da Lava Jato ocorre nos estados do Rio de Janeiro (capital, Niterói e Petrópolis), São Paulo e no Distrito Federal.

Segundo MPF (Ministério Público Federal), foi pedido também o sequestro dos bens dos envolvidos e de suas empresas pelos danos materiais e morais causados no valor de R$ 207.878.147,18.

A investigação gira em torno da análise de contratos fraudulentos e pagamento de propina na Eletronuclear. A base para esta etapa, segundo nota da PF, foi a colaboração premiada de dois lobistas ligados ao MDB, que foram presos em 2017.

Em nota, o MPF diz que a colaboração premiada “elucidou o pagamento de vantagens indevidas” em pelo menos seis contratos firmados pela Eletronuclear. “Os recursos eram desviados por meio de subcontratação fictícia de empresas de serviços e offshores, que por sua vez distribuíam os valores entre os investigados”, diz a nota.

Ainda segundo o MPF, a exigência de propina teve início quando Othon Pinheiro “chegou à presidência da estatal como contrapartida à celebração de novos contratos e ao pagamento de valores em aberto de contratos que se encontravam em vigor’.

O MPF informou que solicitou a cooperação internacional, pois parte do esquema operou com empresas sediadas no Canadá, na França e na Dinamarca.​

OPERAÇÃO RADIOATIVIDADE

Operações anteriores envolvendo investigações sobre irregularidades na Eletronuclear geraram, em 2019, a prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer.

Posteriormente, ele foi denunciado por corrupção, lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro ou recursos públicos em benefício próprio).

Segundo a PF, a fase de hoje não abrange alvos das operações Radioatividade, Irmandade, Prypiat e Descontaminação, todas relacionadas a investigações na Eletronuclear. A primeira operação relativa ao caso ocorreu em julho de 2015 e ganhou o nome de Radioatividade. Ela investigava desvios nas obras da usina nuclear de Angra 3.

folha

sexta-feira

30 out 2026

32°

Nublado

Rio Branco
Chuva 18 %
Vento 2 km/h
sex 30 de out
32° 21°
sáb 31 de out
34° 23°
dom 1 de nov
33° 24°
seg 2 de nov
33° 24°
ter 3 de nov
34° 24°

Mais lidas

  1. “Jacaré do tráfico”: vídeos mostram uso de répteis por facção criminosa no Rio
  2. CNH sem autoescola deve começar a valer até o fim de 2025, com processo digital e redução de custos
  3. Smart Fit lança campanha ‘Rolê na Smart Fit’ e libera treinos gratuitos para adolescentes durante as férias
  4. Suspeita e silêncio: morte de jovem investigada por fraude ao INSS intriga autoridades em MG
  5. Prefeitura de Boca do Acre define 773 cargos comissionados e funções gratificadas
Palacebet