Em época de crise, não só o acreano, mas o povo brasileiro busca formas de uma renda extra para garantir sua sobrevivência. Há, ainda, quem aposte em jogos de loteria para mudar a vida para melhor.
Esta semana a premiação chegou a valer R$ 26 milhões, e centenas de apostadores resolveram fazer aquela ‘fezinha’ no concurso 1945 da Mega-Sena.
É o caso do funcionário público Manoel Edmar, que há dez anos realiza jogos de loteria com a expectativa de proporcionar um conforto para sua família.
“Atualmente, a gente só trabalha para comer. Não temos tempo para o lazer. Se eu ganhar essa bolada não pretendo sair do Acre, mas quero sair para viajar com minha esposa e filhos, para compensar todos os anos em que trabalhei apenas para nos mantermos”, disse.
Edmar conta ainda que por mês faz em torno de 12 apostas e que já chegou a ganhar R$ 300 na loto-fácil. Gastando em média R$ 506 por ano.
A aposta mínima na Mega-Sena, que pode ser feita em qualquer lotérica do país, é de R$ 3,50. O jogador pode marcar de 6 a 15 números dentre os 60 disponíveis na cartela. Ganha quem tiver quatro, cinco ou seis acertos.
Jogador assíduo, o aposentado Romário Monteiro, 60 anos, diz que faz ao menos 30 apostas no mês e ainda participa de um bolão, que faz com amigos.
“Fazemos esse bolão entre dez pessoas, se ganharmos vamos dividir em partes iguais. E eu penso em ajudar meus filhos e sair do país, não aguento mais essa corrupção. Quero terminar minha vida em um lugar mais tranquilo e sem tanta criminalidade”, diz o aposentado.
Apesar das boas expectativas, para a aposta simples, de apenas seis números, a probabilidade de ganhar é 1 em 50 milhões, mais precisamente de 1 em 50.063.860. Já para a aposta máxima, de 15 números, com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acerto é de 1 em 10 mil.


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