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quinta-feira, 4 de junho de 2026
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COMO SE ALIMENTAR DE FORMA SAUDÁVEL DURANTE A QUARENTENA?

Essa pergunta é feita por várias pessoas durante esse período de isolamento social, decorrente da pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

Segundo o Ministério da Saúde, uma alimentação saudável é aquela que reúne os seguintes atributos: é acessível e não é cara, valoriza a variedade, as preparações alimentares usadas tradicionalmente, é harmônica em quantidade e qualidade, naturalmente colorida e segura sanitariamente.

Sendo assim, uma alimentação saudável é aquela adequada e individualizada para cada ser humano. Uma alimentação que faça sentido para aquela pessoa e que valorize seus hábitos, costumes, crenças, em uma quantidade adequada, com uma qualidade em nutrientes, e com a garantia de ser atendidas as necessidades nutricionais, em relação a macronutrientes e micronutrientes, através da variedade de alimentos. Levando em consideração todos esses fatores, será garantido que todas as funções do organismo vão ser desempenhadas de forma satisfatória, dentre elas a capacidade de resistência e proteção contra agentes patogênicos, como o novo coronavírus.

A composição exata de uma dieta diversificada não pode ser preestabelecida, já que as necessidades podem depender das características individuais de cada um (como idade, sexo, estilo de vida e grau de intensidade física). Porém, em termos gerais podemos citar os 10 passos de uma alimentação saudável, definido pelo Ministério da Saúde:

  1. Faça pelo menos 3 refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis. Não pule refeição.
  2. Inclua diariamente seis porções do grupo de cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a macaxeira nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural.
  3. Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.
  4. Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde.
  5. Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos.
  6. Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina. Fique atento aos rótulos dos alimentos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras trans.
  7. Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação.
  8. Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, charque, salsicha, temperos prontos, dentre outros.
  9. Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.
  10. Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo. Mantenha o peso dentro de limites saudáveis

 

Dentre esses passos, qual ou quais, são impedidos de serem seguidos durante esse período de quarentena? Por que a preocupação de manter uma alimentação específica apenas nesse momento? Por que tantas mudanças comportamentais, principalmente em relação ao comportamento alimentar?

São perguntas que nos fazem refletir: como está minha relação com a alimentação? O que ela representa no meu dia a dia? Quanto estou conectada nesse momento? Será que o isolamento social me fez prestar atenção, e então, me trouxe um desconforto em relação a isso?

Enfim, desejo que esse período sirva de reflexão para o quanto é importante manter uma alimentação adequada, buscando um equilíbrio entre as percepções de fome e saciedade, tendo como resultado, a sua satisfação. E lembre: fique em casa!

                                                                Profa. Dra. Camyla Rocha de Carvalho Guedine

                                                               Nutricionista (UFPB)

                                                                  Doutora em Ciências da Nutrição (UFPB/USP)

                                                        Professora Adjunta da Universidade Federal do Acre