Rio Branco
29°C
terça-feira, 7 de julho de 2026
15:43

Policiais descobrem estoque de comida em greve de fome de presos


GUILHERME LIMES


Após a fuga em massa de 26 detentos, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre, Iapen-AC, determinou a suspensão da visita familiar nos finais de semanas em todos os presídios do Estado. Feito isso, os prisioneiros realizam há dois dias uma greve de fome.


De acordo com o diretor do Complexo Prisional Francisco d´Oliveira Conde (FOC), Fagner Souza da Silva, neste último final de semana foram encontrados alguns bilhetes revelando planos de fuga pelos prisioneiros e seriam entregues aos familiares quando realizassem alguma visita.


Contrariados com determinação, familiares dos presos foram as ruas na última segunda-feira, 2, protestar contra a suspensão realizadas e também exigiam os direitos dos prisioneiros.


No mesmo dia os presos iniciaram uma greve de fome, porém, na terça-feira, 3, policiais penais, durante fiscalização, acharam diversos alimentos escondidos nas celas.


Foram encontrados pão, iogurte, bolacha, refrigerante, torrada e suco dentro das celas dos pavilhões “B”, “D”, “E”, “O” e “P”, além de farofa dentro de garrafas pet.


“Entramos nas celas dos pavilhões O e P, que estariam em greve de fome, e encontramos bastante comida estocada, inclusive farofa em garrafas pet que estavam enterradas. Então, a gente acredita que eles estão mais dissimulando. Parte da comida que foi encontrada está comprometida e foi descartada e parte nós fizemos doação”, afirmou o diretor-presidente do Iapen, Lucas Gomes.


A unidade penitenciaria feminina Alamanda também foi vistoriada.
As várias garrafas com farofa estavam enterradas embaixo do “boi”, como é chamado o sanitário das celas, segundo o Iapen.


Desde o dia 20 de janeiro quando o ocorre a fuga em massa, já foram capturados cerca de 13 detentos entre os 26 prisioneiros que escaparam.


Comida é doada
A comida recusada pelos detentos foi doada para o Educandário Santa Margarida, Lar dos Vicentinos e também para as famílias de venezuelanos indígenas que estão morando em um prédio abandonado em Rio Branco.