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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Homicídios por arma de fogo crescem 222% no Acre em cinco anos

Homicídios por arma de fogo crescem 222% no Acre em cinco anos

Os homicídios por arma de fogo aumentaram 222% no Acre entre 2010 e 20015, segundo o Atlas da Violência 2017, uma publicação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Eram apenas 36 ocorrências em 2005, passaram para 85 em 2012 e em 2015 foram 116. O grande volume de armas apreendidas pela polícia mostram que o Acre tornou-se uma importante rota de tráfico de armas.

Com a facilidade do acesso a esse tipo de equipamento, os homicídios por arma de fogo também explodiram no período: aumento de 168% entre 2005 e 2010.

De outro lado, as mortes sem causa determinada diminuíram 41,7%, número que perde apenas para o registrado em Tocantins e Rio Grande do Sul. Ou seja: as mortes são frequentes, mas as investigações conseguem em parte alcançar algum resultado.

Mesmo sem alcançar os grandes massacres ocorridos em 2916 e a guerra de facções criminosas que toda semana promove um banho de sangue no Acre, o estudo do Ipea cita ocorrências bárbaras na segurança públicas: no primeiro dia de 2017, uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, deixou um rastro de sangue com 56 mortos. Duas semanas depois, mais 26 assassinatos em um massacre num presídio no Rio Grande do Norte. Outras rebeliões se seguiram em prisões em vários estados brasileiros nos primeiros meses do ano, revelando mais uma vez a completa falência do sistema de execução penal nacional.