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sábado, 13 de junho de 2026
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Produtores rurais desocupam o Incra em Boca do Acre por promessa de resolução do problema

Depois do protesto deflagrado ontem, segunda-feira (10), quando os produtores rurais de Boca do Acre acamparam em frente à sede do Incra, reivindicando ações por parte do órgão, para que se evitasse o que eles consideram invasão das terras do Projeto de Assentamento do Monte, os manifestantes deixaram o local na manhã desta terça-feira (11), depois das negociações terem caminhado via telefone com o Incra e com o Ouvidor Nacional.

Os dois órgãos prometeram estar em Boca do Acre na próxima sexta-feira (14), trazendo na bagagem a resolução para as inquietações dos pecuaristas, que no ato estiveram representados pelo Sindicato Rural de Boca do Acre.

Para o advogado do movimento, Dr. Monteiro, as promessas são positivas e por enquanto encerram parcialmente o levante. Segundo o jurista, as duas instituições anteriormente citadas estarão na cidade, e se reunirão com os líderes do protesto, com a proposta de impedir a ocupação do PA Monte pelos posseiros que estão sediados na fazenda Palotina, mas em processo de migração para o assentamento.

O segundo ponto colocado na mesa de negociações, foi a regularização fundiária das propriedades que já estão constituídas no PA Monte. Com a titulação das terras, os proprietários estarão respaldados para reivindicar a posse, principalmente por meio de decisão judicial, através de reintegração de posse.

Origem
Segundo Dr. Monteiro, todo o levante dos pecuaristas ocorreu por conta de um áudio que teria sido enviado do superintendente do Incra, no Amazonas, aos posseiros que estão na Palotina. Monteiro recontou o que ouviu, dizendo o que o Jornada garantiu que se a Palotina fosse desocupada, os posseiros teriam direito às terras do PA Monte, terras estas que já estão ocupadas e produtivas.

O imbróglio iniciado pelo superintendente do Incra poderá inflamar ainda mais o cenário de tensão que já existe há muito tempo, entre grandes e pequenos pecuaristas. Segundo o movimento dos pecuaristas, a justificativa do protesto é para assegurar o direito deles de permanecer na terra e evitar um derramamento de sangue, evitando um conflito iminente, caso seja mantida a posição do Incra de ceder as terras do assentamento para os posseiros da Palotina.