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domingo, 9 de agosto de 2026
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Governo confirma a saída de Lucas Gomes da direção do Iapen



A porta-voz do governo, Mirla Miranda, confirmou que o diretor do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Lucas Gomes deverá ser exonerado do cargo logo após o retorno do governador Gladson Cameli (Progressista) ao Acre, a qual deve ocorrer na próxima sexta-feira, 7. O chefe do Executivo cumpre agenda em Brasília.


Lucas comentou sobre a possível exoneração em suas redes sociais. Na oportunidade, ele teceu críticas ao governo federal e disse que as leis no país beneficiam mais os bandidos do que a população. “Enquanto as leis que já são frouxas se afrouxam ainda mais, o crime organizado impõe ao seu modo criminoso sanções aos que cometem delitos proibidos em suas zonas de domínio”, escreveu.


Para exemplificar o que disse, o atual presidente afirmou que “se de um lado a polícia não pode mostrar a cara do criminoso preso, a facção espanca a ladra que roubou na Cidade do Povo”.


De acordo com Gomes, o resultado dessa situação e a ideia de que é o crime e não o Estado que detém o monopólio legítimo da força. “A partir daí, aquele que se sente injustiçado passa a procurar o traficante local e não mais a polícia”, explica.


O presidente finaliza o desabafo expondo que a situação segurança pública também depende da “irresponsabilidade daqueles que fazem leis cada vez mais permissivas e transigentes com o crime. Lamentável”, afirmou.


A admissão de Lucas Gomes a direção da Iapen, bem como sua exoneração, ocorreram por indicação do vice-governador Major Rocha.


Conflitos na gestão
A gestão de Lucas tem sido marcada por muitos conflitos. O gestor já teve embate com a juíza de execuções penais, Luana Campos. O seu nome chegou a ser representado semana passada junto ao Conselho Nacional de Justiça, por Outra briga envolvendo o nome de Gomes e que ganhou destaque na mídia foi com o agente penitenciário Renê Fontes, que alega ter sido alvo de um processo disciplinar instaurado pela direção do Instituto. O agente chegou a alegar que estaria sendo perseguido pelo diretor do Iapen.


O policial penal também enfrenta oposições políticas com quatro grupos que subdividem o comando do sindicato e da associação da categoria.
A situação do diretor piorou após a fuga de 26 presos, que pularam o muro do presídio Francisco D’Oliveira Conde, no dia 20 de janeiro. Os detentos usaram uma corda artesanal, também conhecida como “Maria Tereza”. Há investigações em andamento apurando se houve facilitação por parte da equipe de plantão.