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sábado, 8 de agosto de 2026
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Apesar de déficit previdenciário, governo garante pagamento de salários nesta sexta



Apesar de ter recebido uma série de recursos no final do ano passado, principalmente com a cessão onerosa, que disponibilizou R$ 150 milhões para que o Estado do Acre diminuísse o rombo com a previdência, o cenário neste mês de janeiro ainda é preocupante.


A situação financeira do Acre ficou ainda mais apertada porque o Estado perdeu quase R$ 40 milhões do Fundo de Participação dos Estados (FPE), se comparado ao mesmo período do ano passado. O valor repassado ao Acre foi de R$ 233,4 milhões, ante R$ 260 milhões depositados em janeiro de 2019. Porém, segundo a secretária, não houve queda na arrecadação neste mês de janeiro, ou seja, o repasse está “normal”.


De acordo com a secretária da Fazenda, Semírames Dias, apesar do repasse de janeiro de 2019 ter sido maior do que 2020, foi levado em conta também que em dezembro de 2018 teve o Refis do governo de Michel Temer, o que impactou em 8% dos impostos da base do FPE.


“Estamos aguardando a confirmação dos números, mas a explicação preliminar é a concorrência do aumento de arrecadação na base somado a compensações positivas nos decêndios da transferência. Essas informações que nos foram repassadas na última reunião. Porém estamos aguardando mais detalhes”, ressaltou.


Apesar de alegar com o FPE está dentro da normalidade, Semírames relatou a dificuldade para honrar os pagamentos com aposentados e pensionistas do Acreprevidência.


“Cada vez com mais dificuldades, como a maioria dos Estados. Ontem realizamos uma reunião extraordinária com todos os secretários de fazenda para tratar sobre a crise fiscal que estamos passando. Vamos pagar os salários, porém cada vez com maior responsabilidade para não comprometer ainda mais as Finanças do Estado. O déficit previdenciário passou da casa de R$ 48 milhões nesse mês de janeiro”.


Mesmo diante da situação, a secretária assegura ainda que na sexta-feira, 31, os quase 40 mil servidores do Estado devem receber seus salários. De acordo com a Receita, serão injetados na economia mais de R$ 264 milhões.