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sábado, 8 de agosto de 2026
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Gladson Cameli anuncia a compra de quase R$ 6 milhões em armas para as polícias do Acre



O governador Gladson Cameli (PP), durante coletiva na segunda-feira, 27, anunciou a compra de R$ 5 milhões e 900 mil em armas para reforçar o arsenal das corporações. De acordo com o chefe do Executivo estadual, a compra tem como objetivo fortalecer a área da Segurança Pública do Estado.


“Segurança tem problema, e é um problema que não foi criado ontem. Nós estamos reestruturando toda Segurança do Estado. Não estamos de braços cruzados. Estamos comprando armamento, equipamentos de inteligência. Estão todos empenhados para criar condições para que o povo tenha seu direito de ir e vir. Estamos reestruturando nossa segurança pública”, disse o governador ao frisar ainda que estará enviando um Projeto de Lei à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para que os policiais que estão afastados das funções, prestando serviços em outros órgãos possam vir colaborar com a Segurança Pública nas ruas. “Será um apoio importante”, disse ele.


Segundo o governador, sua gestão vem tentando cumprir com o que foi falado no período eleitoral. “Nosso planejamento tem sido alcançado, mas acabam criando discussões desnecessárias e eu não entendo”, ele citou a doação dos uniformes aos alunos da rede pública estadual, que acabou gerando elogios, mas também críticas de opositores.


A criação de um gabinete de gestão de crise para a segurança, novos procedimentos operacionais, convocação próxima de novos policiais e a compra de novas armas e equipamentos de inteligência são a esperança para que a sensação de segurança exista.


“Sabemos que o desafio é muito maior. Temos muito o que fazer e o estado precisa do apoio de todos. Não podemos deixar que situações como essas se sobressaiam acima do estado. As providências que o sistema está adotando visa dar essa sensação de segurança para a sociedade”, afirmou.


Força Nacional
Na oportunidade, a cúpula da Segurança Pública foi questionada sobre a possibilidade do Estado requerer a presença da Força Nacional para auxiliar o Acre no combater a violência. Presente na coletiva, o secretário de segurança pública do Acre, coronel Paulo Cézar, mostrou-se contrário à ideia. “A Força Nacional é uma falácia do governo federal”.


Paulo Cézar disse que usou a presença de 64 agentes da Força Nacional que já estão no Acre, em Assis Brasil e em Plácido de Castro. “Tem 32 em Plácido e 32 em Assis Brasil. Ficam dois homens em serviço. Tem dois lá e não fazem nada”, argumentou o secretário.


Disse ainda que uma intervenção federal requer uma série elementos e que este não é o caso do Acre. Ele relatou a apreensão de veículos pegos numa parceria da polícia militar do Acre com a polícia nacional boliviana. “Eles [veículos] passaram na frente deles [Força Nacional] e não foram apreendidos”. E acrescentou: “Apoio, sim, uma intervenção, desde que seja uma intervenção em que a União cumpra seu papel de combater o narcotráfico internacional, por exemplo”, afirmou.


O secretário finaliza afirmando que “para concordar com o trabalho da Força Nacional, o estado deveria ter autonomia para comanda as ações”.