Após toda polêmica envolvendo o concurso para o preenchimento de 553 vagas efetivas na Educação, realizado no último domingo, 17, a prefeita de Rio Branco Socorro Neri entregou cópias de toda a documentação do certame para a procuradora-geral do Ministério Público do Acre (MPAC), Kátia Rejane de Araújo Rodrigues. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 20.
“Não há absolutamente nada a esconder”, comentou a prefeita. Durante o encontro, a prefeita solicitou que o MPAC analise todo o processo e também participe do concurso como órgão observador.
“A Prefeitura de Rio Branco agiu corretamente na contratação da Fundape [Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre] e na recomendação que a instituição anulasse as provas realizadas no turno da manhã e fizesse o cancelamento das provas que seriam aplicadas no turno da tarde. Em respeito aos candidatos, em respeito à lisura e à concorrência, que deve ser justa, nós tomamos essa atitude”, disse Socorro Neri.
A procuradora-geral classificou como acertadas as decisões tomadas pela Prefeitura de Rio Branco. “Nós vamos, sim, designar um procurador para acompanhar todo o processo e também para que toda a população tenha a garantia de que o concurso seja pautado pelos princípios da legalidade, transparência, é isso que nós vamos observar”.
A prefeita Socorro Neri também esclareceu que uma nova banca elaboradora das provas e uma nova comissão organizadora do concurso serão constituídas, e a nova data dos exames será divulgada em breve. Ainda de acordo com a prefeita, o cancelamento do concurso tornaria inviável a realização do mesmo pela atual gestão, por impedimento da Lei eleitoral.
“Nós vamos manter o concurso. No próximo ano nós vamos contratar esses profissionais para que as escolas do nosso município tenham em seus quadros somente servidores efetivos. Tudo o que nós queremos é garantir aos candidatos a total lisura desse processo”.
Entenda o caso
Vários candidatos denunciaram problemas como a falta de cadernos de prova, erros de digitação, uso indevido de celulares por aplicadores e candidatos e até cópia de questões.
Em nota a Fundação de Apoio e Desenvolvimento à UFAC (FUNDAPE) informou que “as provas foram aplicadas em 19 (dezenove) escolas, e o incidente que ocasionou toda a celeuma aconteceu na Escola Alcimar Leitão, no Conjunto Universitário. As provas que seriam aplicadas na referida escola, no período da manhã, eram relativas ao cargo de Professor de Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). Infelizmente, em razão de uma falha humana, as provas distribuídas para aplicação foram as que seriam realizadas na parte da tarde (Cuidador Pessoal). Dessa forma, constatado o equívoco, a Comissão do Concurso Público agiu de modo a recolher as provas, a fim de que fossem trocadas pela prova correta, para que os candidatos não ficassem prejudicados”. (Com informações Assessoria PMRB)




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