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quinta-feira, 4 de junho de 2026
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Cientista político comenta pesquisa sobre eleições 2020: “ainda é muito prematura”

 

Após publicação da pesquisa encomendada pela TV Gazeta/TV Record que foi realizada através da Real Time Bigdata, o professor de política do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Acre e pós-doutorando pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Nilson Euclides da Silva, comentou sobre a pesquisa de opinião Pública Eleições Municipais 2020.

Na pesquisa de votação espontânea (onde os pesquisadores não apresentam nomes), a prefeita Socorro Neri aparece na frente com 6% das intenções de votos, seguida de Minoru Kinpara com 5% e da deputada federal Mara Rocha com 4%. Os dados foram coletados entre os dias 3 e 5 de outubro, com 780 entrevistados.

“Qualquer pesquisa para mostrar um quadro de candidatos às eleições da Prefeitura ainda é muito prematura. É claro que ela serve para mostrar uma indicação, uma perspectiva. Dito isso, podemos tirar 4 nomes; Socorro Neri, Minoru Kinpara, Mara Rocha e um possível candidato do governador Gladson Cameli”, disse o professor Nilson Euclides.

O cientista político afirma também que em uma possível ampliação no quadro de concorrentes, a candidatura da prefeita da capital tende a ser potencializada.

“Temos que levar em consideração nomes como o do deputado federal Alan Rick e do deputado estadual Roberto Duarte que nunca esconderam a intenção de disputar o pleito. Entretanto, não podemos descartar uma candidatura do Partido dos Trabalhadores que, mesmo ocorridas essas derrotas recentes, ainda é um partido com uma boa organicidade. Essa possível maior divisão de votos pode potencializar o nome da Socorro Neri. Mas como disse, ainda é muito cedo”, destacou Euclides.

Dados da pesquisa mostram que 63% de pessoas não souberam responder, enquanto 14% disseram que votariam nulo/branco. De acordo com Nilson, os partidos brasileiros possuem essa característica de se mobilizarem e se organizarem para as eleições, depois há uma tendência ao esvaziamento do debate político.

“E claro que poderíamos ter um eleitorado mais participativo, partidos mais engajados com a sociedade civil, poderíamos ter uma democracia que não apenas se limitasse ao processo eleitoral. Poderíamos, mas isso seria um mundo ideal”, comentou.

As eleições municipais de 2020, serão a primeira disputa em que os partidos não poderão fazer alianças para as câmaras municipais, somente para as prefeituras.

“Eu vejo isso como positivo, pois os partidos terão que trabalhar mais. Eles vão ter que fazer coeficiente com a legenda, sem a coligação. Agora, não terá mais aquela que um candidato forte puxa outros candidatos da coligação. Os partidos devem garantir mais votos para obter mais cadeiras no parlamento municipal. Não existe democracia representativa forte, sem partidos fortes e organizados”, complementou o cientista.

Para participar das eleições, o partido tem que registrar seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até seis meses antes do pleito. O partido deverá reservar a cota mínima de 30% para as mulheres. Está proibida a candidatura avulsa, ainda que a pessoa seja filiada a algum partido. A idade mínima para se eleger é de 21 anos para prefeito ou vice-prefeito e de 18 anos para vereador.

Perfil Nilson Euclides da Silva

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Acre (1999), mestrado Ciências Sociais – Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2002) doutorado em Ciências Sociais – Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009) e pós-doutorando pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Tem experiência nas área de Ciência Política e Sociologia, com ênfase em partidos políticos e governos, atuando principalmente nos seguintes temas: democracia, poder, sociedade, políticas sociais e segurança pública, comportamento político, espaços decisórios e partidos políticos.