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terça-feira, 21 de julho de 2026
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TJ manda suspender greve dos trabalhadores da Educação de Brasileia

O Tribunal de Justiça do Estado do Acre entendeu como ilegal a greve deflagrada pelo Sindicado dos Trabalhadores em Educação no município de Brasileia. O descumprimento da decisão pode incorrer em multa diária no valor de R$ 10 mil. O movimento de greve foi iniciado no dia 27 de setembro e anunciado que este aconteceria por tempo indeterminado.

A decisão do Sindicato se deu após aprovação da Lei que reformulou o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Profissionais da Educação Básica, que garantiu ganhos a categoria e o Piso Salarial Nacional aos profissionais já a partir do mês de setembro.

A Prefeitura de Brasileia por meio de seus procuradores Marília Gabriela Medeiros de Oliveira e Francisco Valadares Neto ajuizaram ação junto ao Tribunal de Justiça com o objetivo de estancar a greve, a fim de não prejudicar o ano letivo dos alunos da rede pública de ensino.

Um dos argumentos utilizados pelos procuradores de Brasileia, para que a greve seja considerada ilegal é que a suspensão das aulas ocorre na iminência da realização das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica – Saeb, que acontecerá entre os dias 21 de outubro e 1º de novembro, avaliação que serve de subsídio para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb.

A procuradora-geral do Município, Marília Gabriela Medeiros de Oliveira, explica que a gestão municipal sempre buscou diálogo com a categoria e que tem muito respeito pelos profissionais da educação, porém preza pela garantia de direitos, sobretudo dos estudantes e dos pais.

“A gestão municipal foi surpreendida pelo anúncio da greve por parte do Sindicado dos Trabalhadores da Educação, isso porque entendemos que o artifício de greve deve ser utilizado quando não se tem diálogo, e não é este o caso. Sempre buscamos dialogar e atender, dentro das possibilidades da administração, mesmo diante de um cenário de crise, todas as reivindicações da categoria, mas perante a falta de acordo, fomos buscar junto à justiça a questão da legalidade da greve, e a justiça entendeu que a greve é ilegal”, disse a procuradora.

Marilia Gabriela ressalta que as tratativas com a categoria vão continuar, e que a gestão municipal está aberta ao diálogo buscando os melhores caminhos para atender às reivindicações dos profissionais da Educação. (Com informações Assessoria Prefeitura)