Após impedir que policiais militares do município de Sena Madureira realizassem a apreensão de um veículo durante a Operação Álcool Zero, na madrugada do último domingo, o prefeito Mazinho Serafim irá responder ação penal por desacato.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), através da promotoria de Justiça em Sena Madureira, também vai agir de modo a esclarecer o comportamento do prefeito na ocorrência. O promotor do município, Daisson Gomes Teles reforça que é inadmissível que o trabalho das forças de segurança, agindo dentro da Lei, deixe de ser realizado por decisão do prefeito da cidade. “Isso precisa ser investigado”, disse.
O secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Cézar Santos já determinou que o comando da Polícia Militar instaure uma sindicância a fim de apurar possível prevaricação dos policiais militares que estavam na ocorrência e deixaram de prender o prefeito por desacato e obstrução ao trabalho policial. “Ninguém está acima da Lei”, disse Paulo Cézar.
Entenda o caso
Na madrugada do último domingo, 29, após tomar ciência de que a polícia militar estava fazendo a apreensão de um automóvel durante a Operação Álcool Zero, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim se dirigiu ao local e impediu a ação dos policiais.
Rumores indicam que o dono do carro é uma pessoa próxima a Serafim, motivo que o levou até o local. Um vídeo, que circula nas redes sociais desde o ocorrido, mostra o prefeito gritando com os policiais e afirmando que não seria realizada nenhuma prisão ou apreensão.
“Não vai prender ninguém!”, disse o prefeito, que pergunta ao oficial que comanda a blitz: “quem chamou você aqui, heim rapaz?!”. O tenente se mantém calmo, tentando explicar o motivo da apreensão do veículo. Outra vez o prefeito olha para um dos policiais e diz: “vocês só aparecem aqui em época de festividades”.
Em seguida, toma a chave da mão do provável dono do veículo e reforça que os policiais estão proibidos de realizar a apreensão do automóvel.
Justificativa de Serafim
Em conversa com a imprensa, Mazinho disse que não tentou intimidar os militares. De acordo com ele, ao parar na blitz o objetivo dele era pedir a compreensão dos militares no caso em questão. Ele explica que pediu ao comando-geral da PMAC reforço para atuar na ExpoSena, mas em caráter educativo e não para multar as pessoas que foram apreciar a festa em alusão aos 115 anos do município.
Disse ainda que a esposa dele, a deputada Meire Serafim (MDB) irá apresentar um requerimento na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nos próximos dias pedindo uma investigação contra o Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran). “Vamos pedir a abertura da caixa preta do Detran/ Acre para saber para onde estão indo os recursos obtidos fruto de multas”, finalizou.


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