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terça-feira, 21 de julho de 2026
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Secretário de Educação, Mauro Sérgio é sabatinado na Aleac

O secretário de Educação Mauro Sérgio foi sabatinado ontem, 4, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Na pauta, as mudanças implementadas na rede de ensino que extinguiu turmas do Ensino de Jovens e Adultos, mas, principalmente do ensino especializado. A presença do gestor na Aleac partiu de um requerimento do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB).

Na oportunidade, o autor do requerimento questionou o gestor acerca dos rumores de que a Secretaria teria a pretensão de desligar mais de mil professores. A informação foi desmentida por Mauro “Apenas 135 profissionais estão sendo desligados, sendo 23 na capital e 110 no interior do estado”, disse.

Mauro explica que o estado conta com mais de 8.125 professores provisórios. No início do ano foram contratados 267 profissionais na área de Educação, após o remanejamento do Ensino de Jovens e Adultos (EJA), saíram 23. “Hoje em Rio Branco temos 244 profissionais”, esclareceu.

Já no interior do estado do Acre, segundo o secretário, o número de retiradas de profissionais foi maior. “Foram contratados 624, saíram 112, no momento, 512 estão atuando nas unidades estaduais de ensino”, disse.

Ensino de Jovens e Adultos

Quanto ao Ensino de Jovens e Adultos (EJA), Mauro Sérgio disse que as mudanças programáticas foram necessárias devido o modelo de ensino ser semestral. Relatou ainda que no início de 2019, mais de 19 mil alunos estavam matriculados neste módulo, porém no segundo semestre, apenas 12 mil se mostraram interessados em continuar os estudos.

“Consequentemente, com a diminuição de alunos, existe uma readequação no número de professores, porém estamos fazendo um esforço para reaproveitar esses profissionais em outros módulos de ensino”, explicou Sérgio.

Realocação dos alunos

Outro ponto abordado pelo secretário foi à realocação de estudantes. Segundo o gestor, a pasta tem encontrado dificuldade em fazê-lo devido à existência de locais dominados por facções criminosas no estado.

Ele apontou que a Secretaria realizou um levantamento criterioso para redistribuir os alunos a fim de completar turmas. “Existe uma realidade que nos bate a porta por causa dessa questão de território. Um aluno de um bairro não pode estudar em outro bairro e por ai vai. Levamos em conta isso. Nenhum aluno do EJA ficou sem estudar, muito pelo contrário, todos têm garantias de que terão professor e uma sala de aula, porém esse é um processo de readequação”, explicou.

Os técnicos da Secretaria da Educação que também participaram da sabatina. Na oportunidade, explicaram que mais de 90% dos contratos dos professores do EJA são provisórios justamente devido a dinâmica de ter mais ou menos alunos disponíveis. Segundo eles, quem trabalha nesse módulo de ensino é ciente que pode haver mudanças de acordo com a demanda.