Rio Branco
33°C
quinta-feira, 2 de julho de 2026
13:34

CONJECTURAS POLÍTICAS

Cresce os rumores de uma possível aliança entre PCdoB e MDB para disputar à prefeitura de Rio Branco em 2020. Apesar da união dessas legendas ser vista com naturalidade no interior do estado, dada a história política diferenciada, na capital, o assunto tem sido visto com certa incredulidade. Flaviano Melo, presidente regional do MDB, não se esquiva de um diálogo nesse sentido. Edvaldo Magalhães, uma das principais lideranças do PCdoB, também já sinalizou que o partido não recusará uma conversa. Quem não curte a ideia é Roberto Duarte, presidente da executiva municipal do MDB. Inclusive, já teria o emedebista afirmado que as chances dessa aliança acontecer são zero. Com a pretensão de concorrer à prefeitura de Rio Branco, Duarte não está em posição de negar qualquer tipo de apoio, principalmente, por não ser bem visto entre os grupos que apoiam o governo de Gladson Cameli (PP), por sua postura opositora ao atual governo. Portanto, se nega o apoio do PCdoB achando que terá o das legendas que integram a base de Cameli, engana-se totalmente. O próprio governador já declarou à imprensa que quer distância do emedebista: “eu quero ele para lá e eu para cá”. Com cargos políticos em jogo, ninguém ficará contra Gladson e a favor de Duarte. Uma só palavra do governador e qualquer apoio ao emedebista cai por terra.

DEIXA O PCdoB

Não pense o PCdoB que Moisés Diniz continua na legenda caso a aliança entre os comunistas e o MDB seja referendada. Ele é um apoiador declarado da prefeita Socorro Neri (PSB) e assim continuará.

VICE DE NERI

Por falar em Moisés Diniz, tem sido cogitado para ser o vice de Socorro Neri, caso a prefeita decida concorrer à reeleição. Um nome de peso. Apesar de estar sem mandato a certo tempo, o comunista ainda possui uma base eleitoral forte. Sem dúvidas irá agregar votos.

FORTALECENDO O PARTIDO

Flaviano Melo tem percorrido o interior do estado a fim de fortalecer o MDB para a eleição do próximo ano. Já confirmou que a legenda está se viabilizando para ter candidatura própria nos 22 municípios.

UNIDOS

A aproximação entre o governador Gladson Cameli (PP) e o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), tem sido vista com apreensão por alguns apoiadores do progressista. A rixa entre os dois era benéfica aos adversários do emedebista. Alguns deles, que possuem a pretensão de concorrer à prefeitura de Sena, já vislumbravam o apoio do governo.

DIFÍCIL ESCOLHA

Gladson tem um grande problemas nas mãos. Caso apoie Mazinho, terá que enfrentar a ira do vice dele, Major Rocha, que já confirmou que o PSDB terá candidatura própria. O nome posto até o momento foi o da ex-deputada estadual Toinha Vieira.

POSSIBILDIADE DE BRIGA

Em recente declaração à imprensa, o líder-mor do ninho tucano frisou sobre a importância dos partidos aliados do governo unirem forças para vencer as eleições municipais em Sena Madureira. Se transformou em uma questão de honra o PSDB tirar Mazinho do poder.

TAREFA DIFÍCIL

Já disse isso aqui na Coluna e repito: Mazinho é bom de voto. Não será uma tarefa fácil tirá-lo de tempo.

DEBATE

Quanto à possibilidade dos partidos aliados a Gladson apoiarem um só candidato em Sena Madureira, não há a mínima chance. Até porque o próprio partido do governador muito provavelmente terá um candidato, o deputado estadual Gehlen Diniz.

SEM CHANCE

Com o PSDB, MDB e PP já sinalizando candidatura própria, essa tese de união entre as legendas da base, suscitada por Rocha, cai por terra. Uma ideia que já nasceu morta.

RECURSOS NA FRONTEIRA

A senadora Mailza Gomes (PP) anunciou que destinará R$ 1 milhão de reais em emendas para o sistema de Segurança Pública do Alto Acre. A notícia foi comemorada pelo os moradores da região, que ultimamente andaram intensificado as reclamações. A violência cresceu consideravelmente naquelas cidades.

PIADA DE MAU GOSTO

O vereador de Rio Branco, Marcos Luz (MDB), brinca com a inteligência das pessoas ao insinuar que integrantes do PT e PCdoB estariam tocando fogo na floresta. Fazer piada de um assunto tão sério só mostra que o emedebista não está preparado para ocupar uma cadeira no parlamento municipal.

MENOS, VEREADOR!

As queimadas aumentaram consideravelmente nesse ano no Acre. A população está respirando fumaça. Ao invés de unir forças em torno de uma solução, Luz prefere atribuir uma possível culpa a petistas e comunistas. E ainda tem a coragem de pedir que às autoridades da segurança pública investiguem. Menos, vereador!

HABILIDOSO I

O PSB ganhou muito com a filiação do deputado estadual Jenilson Leite. Ele pode até não agregar muitos votos na Capital, por não ser aqui a sua base eleitoral, mas não se pode negar que sua habilidade política trará benefícios a reeleição de Socorro Neri.

HABILIDOSO II

Desde que anunciou a troca de partido, Jenilson já deu início as articulações de alianças. Foi sua a iniciativa da reunião com a Rede Sustentabilidade.

NADA ACERTADO

E quanto as conversas entre o PSB e a Rede, para um possível apoio à reeleição da prefeita Socorro Neri, não há nada certo. O encontro entre as duas legendas foi apenas uma pequena aproximação, muito embora nos bastidores, essa união seja dada como certa.

CANDIDATURA PRÓPRIA

Existe também a possibilidade da Rede lançar uma candidatura própria na capital acreana, mas isso ainda não confirmado pela legenda. No momento, a prioridade da sigla é fortalecer as candidaturas ao parlamento municipal.

NADA CERTO

Apesar do governador Gladson Cameli (PP) afirmar que vai concorrer à reeleição em 2022, esse é um assunto que não está certo em definitivo. A princípio, Cameli disse que não teria essa pretensão, mas parece que tomou gosto pela coisa e tem mudado de ideia. Pela distância do processo eleitoral, alguns aliados de Gladson acreditam que até lá ele mude de ideia novamente.

SERÁ CANDIDATO?

No caso de Cameli não concorrer à reeleição, um nome que tem sido muito citado para substituir o progressista é o do senador Sérgio Petecão (PSD). Tem chances reais de vencer, mas terá de convencer Márcio Bittar (MDB) de que é o candidato ideal. O emedebista já vislumbrou o desejo de concorrer ao governo em 2022.

SERÁ CANDIDATO

César Messias vai disputar a prefeitura de Cruzeiro do Sul, com a bênção do governador Gladson Cameli (PP). César foi deputado estadual e federal e vice- governador.

FRASE

“Vai sair? Isso é novidade, né? Rapaz, eu não acredito, eu prefiro ouvir dele. (…) Não gostaria que ele realmente tomasse essa decisão. Ele é a maior liderança do Partido e, enfim, para mim é surpresa o que estou acabando de ouvir”.

(Deputado José Bestene sob a possibilidade do governador Gladson Cameli deixar o Partido Progressista)

TÃO ACRE

COM HOME NÃO SE BRINCA

Os antigos comerciantes e seringalistas do Território Federal do Acre muito sofreram com as escorchantes multas dos temidos fiscais do Imposto de Consumo, quando periodicamente percorriam toda a região numa fúria fiscal arrecadadora danosa a qualquer bolso. Chegavam multando adoidado, não valia ter escrita em dia, sempre descobriam algum erro qualquer para lavrar salgado auto de infração. Tinham o máximo interesse, afinal faturavam cinquenta por cento do valor.

Dois chegaram a Tarauacá, desmontando os comerciantes sonegadores ou não. Birroque lembra que daquela razia só escaparam dois – ele e o Luís Sá. Este só não foi multado em 400 contos de réis porque em de4ses pero descasou um pé de laranja para fazer chá calmante. O seringalista e comerciante Birroque há quatro anos não tinha nada legal, nunca pegara no seu “vendas à vista”. Não tinha como exibir os livros obrigatórios de estampilhas, conta corrente, razão, caixa e diário.

A dupla de fiscais leoninos de Imposto de Consumo iam embota de Rio Branco às 14 horas. Na manhã daquele dia, às 10 horas, materializaram-se gloriosamente no comércio de Birroque, já acordado para a trovoada. Ele relembra o que aprontou.

Secos, grosso, arrogantes, os fiscais rosnaram:

– Bom dia. Somos fiscais do Consumo e queremos dar uma olhada na sua escrita.

“Botaram aquelas medonhas pastas pretas de couro em cima do meu balcão. Pedi licença, armei a cara do jeito mais feio do que já é, tirei o amoladíssimo terçado debaixo do balcão e torei ao meio o meu gordo gato que dormia em cima de uns rolos de tabaco. Foi sangue e tripas para todo o canto, enquanto berrava que aquele maldito bicho nunca mais ficaria na indolência, em vez de caçar ratos. Em seguida, quebrei uma garrafa de cachaça e bebi tudo o que sobrou pelo gargalo, o Luís Higino, que era meu empregado e é hoje advogado em Manaus é testemunha, aí perguntei: o que é mesmo que vocês são e querem comigo? Os dois, olhos esbugalhados, assustado, olhando as metades estrebuchantes do gato, disseram que não queriam nada, não. Foram embora e nunca mais apareceram”.