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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Vereador apresenta PL que proíbe comercialização de cerol

O vereador João Marcos Luz (MDB) subiu à tribuna da Câmara Municipal para apresentar o Projeto de Lei que dispõe sobre a proibição para comercialização do cerol (vidro moído e cola); de linha encerada ou qualquer produto similar utilizado no ato de empinar pipas, que contenham elementos cortantes.

“Fui procurado por diversas pessoas, mas principalmente, por um pai que me reclamou muito a respeito do cerol pelos graves acidentes que ele presenciou. Como bom riobranquense, soltei muita pipa quando criança, e vi muitos acidentes também. Todavia, as linhas estão ficando cada vez mais perigosas, sendo necessário o Poder Público agir. Várias cidades do Brasil já proibiram a comercialização do cerol, da linha chilena e de outras com elementos cortantes”, declarou o vereador.

Desta forma, se o PL for aprovado, ficam proibidos no município de Rio Branco a comercialização do cerol (vidro moído e cola), a comercialização da linha chilena (linha encerada com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio) e a comercialização de qualquer produto similar utilizado no ato de empinar pipas, que contenham elementos cortantes.

Quando são cortadas por outros praticantes, as linhas muitas vezes vão parar sobre vias movimentadas, podendo atingir motociclistas, ciclistas e até pedestres, causando cortes profundos, amputações e até a morte.

O major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros do Acre, também alertou sobre os perigos do uso desses produtos. “Essa diversão tem um perigo muito grande, esse material é resistente e já causou muitas mortes, especialmente em motociclistas, mas também temos vítimas que são ciclistas e até mesmo pedestres. O contato dessa linha com o corpo, ou por cima da roupa, tem a capacidade de cortar a pele e rasgar a roupa. Em contato com a região pescoço essa linha pode ser fatal”, disse o major.

De acordo com o Art. 2º do PL “o estabelecimento que comercializar e/ou fabricar o cerol ou linhas que contenham elementos cortantes está sujeito à aplicação das seguintes penalidades: I – na primeira ocorrência, apreensão da mercadoria e multa no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais); II – na segunda ocorrência, cassação de Alvará de Localização e Funcionamento, e o dobro da multa anteriormente fixada por ter reincidência.

“Se um comércio infringir estou propondo uma multa de R$ 2 mil, se permanecer infringindo sugiro a cassação do Alvará de Funcionamento. Jamais sou contra o empresário e empreendedores, mas é necessário o Poder Público atuar com firmeza contra o mau empresário. Não estamos proibindo soltar pipa, estamos somente proibindo a comercialização de produtos cortantes que colocam nas linhas, assim sendo, viso à proteção do cidadão que trafega na rua e pode ser atingido”, concluiu Luz.

O mototaxista Pablo Farias, trabalha no ramo há mais de 7 anos e afirma que o motociclista que se preocupa com a sua vida deve instalar as antenas corta linha. “Verdade é, mesmo que essa Lei seja aprovada o comércio ainda vai existir, portanto, é importante que os condutores de motos se protejam de todas as formas”, relata o trabalhador.

A colocação de duas antenas, uma em cada lado do guidão, é uma das maneiras mais eficientes de se proteger das linhas com cerol. Colocada em cada um dos retrovisores, a antena corta pipa tem um campo de atuação maior pela posição em que deve ser instalada, assim, antes mesmo de se aproximar do condutor, a linha será cortada.