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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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‘MAIS UM NA LISTA DE CANDIDATOS

Tião Bocalom tem sido cogitado para disputar a prefeitura da Capital na eleição de 2020. Há quem aposte em uma eventual filiação no partido Progressista, o que o tornaria apto a receber o apoio do governador Gladson Cameli (PP). Os rumores ganharam força, principalmente, depois que a deputada federal Mara Rocha foi anunciada como a nova presidente do PSDB. Como a tucana já declarou que é oposição ao novo governo, Cameli estaria perdendo o interesse em apoiar o provável candidato do partido. Ao ser questionado sobre essa possibilidade, o governador desconversou. Disse que Bocalom é um bom nome, mas que ainda é cedo para debater a eleição municipal do próximo ano. Sobre a possiblidade de um futuro racha entre o governo e o PSDB, totalmente descartado. O fato de Mara assumir o comanda da sigla não modifica a parceria já firmada, até porque nesse meio termo existe o vice-governador Major Rocha. “Tenham a mais absoluta certeza de uma coisa: eu e o Rocha, meu vice, estamos unidos e não vamos brigar ou nos dividirmos por causa de candidaturas ou qualquer outra coisa envolvendo política ou governo. Temos conversado sobre isso quase que diariamente”.

CARÃO

Já está ficando comum Gladson “puxar a orelha” de sua equipe governamental em público. O alvo dessa vez foram os diretores do Deracre. Ouvinte da rádio Aldeia FM reclamou da falta de manutenção de um ramal na Transacreana, no Polo Wilson Pinheiro. O recado duro foi dado sem nenhum constrangimento pelo progressista.

RECADO DURO

O recado mais duro foi dado ao diretor do Deracre de Feijó. O governador perguntou por que a pista de pouso do município continua cheia de buracos mesmo após ele ter determinado a execução de um serviço emergencial há meses.

ELE RESOLVE

Gladson já reiterou por diversas vezes que quer agilidade na resolução dos problemas, mas parece que alguns dos secretários ainda não entenderam o recado. “A mesma caneta que contrata é a que demite”, repete ele a toda hora. Mais direto do que isso é impossível.

O PROBLEMA

O grande problema é que os gestores estão acostumados com a morosidade. A antiga gestão era assim. Talvez achem natural. Errado! A população passou a reprovar esse tipo de atitude. A prova é tanta que mudaram o governo.

DESGASTE

Um possível desgaste à imagem de Gladson se dará por conta de sua própria equipe.

POPULAR

Ainda que a oposição tenha tentando achar uma brecha para atacar Gladson, tem sido difícil. Apesar da fama de “atrapalhado” tem conseguido agradar a população. A tendência cresce ainda mais a popularidade. Cumprir as promessas de inaugurar as obras que os governos do PT não concluíram tem sido sua maior jogada.

NÃO COLA

Isso tem sido o principal alvo de críticas da oposição, principalmente do Partidos dos Trabalhadores. Na inauguração do novo Pronto Socorro bem que tentaram lembrar a população que se tratava de um projeto da era PT, mas não colou. A população estava mais interessada no fim do que no começo. Não importa qual governo colocou o primeiro tijolo, mas quem inaugurou a obra.

TEM CARTUCHO

Gladson ainda tem muito cartucho para gastar. Tem a inauguração INTO, UPA, Pronto Socorro do Segundo Distrito, recuperação de ramais, enfim. Ao enxugar a máquina pública ele tornou possível a execução desses projetos. Antigos e novos.

OBRAS PARADAS

Cameli anunciou ontem que cerca de 123 obras que estão paradas no estado retomadas. “A secretaria já está em sintonia com o sindicato da construção civil e vamos retomar essas 123 obras paradas para ontem”, disse ele. O investimento para retomar as obras é de R$ 320 milhões.

EMPREGO E RENDA

A notícia agrada, pois trata-se da geração em emprego e renda. Ou seja, a retomada dessas obras tende a aquecer a economia.

PRESSA

E o governador tem pressa para o início das obras. “Já estamos em agosto, o verão já está acabando e não podemos perder tempo”. É o que o governo afirma.

INVESTIMENTOS

O senador Sérgio Petecão (PSD) pediu ao ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, agilidade na análise de projetos voltados a pavimentação asfáltica em nove municípios acreanos. As verbas foram empenhadas em 2018 e aguardam somente aprovação do projeto para serem licitadas e as obras iniciadas.

RECURSOS

Serão ao todo R$ 12,8 milhões investidos na pavimentação que beneficiará os municípios de Brasileia, Capixaba, Epitaciolândia, Feijó, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Sena Madureira e Tarauacá.

RAPIDEZ

É essencial a aprovação o quanto antes aproveitando o período de estiagem amazônica. “No Acre, as obras têm que ser iniciadas e finalizadas antes do nosso inverno – período chuvoso que inviabiliza a execução de obras pelas prefeituras”, disse Petecão.

CAMELI

Os recursos foram viabilizados pelo então senador Gladson Cameli e desde o início do ano aguardam análise final. A audiência contou ainda com a presença do prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, e do senador Márcio Bittar.

AUDIÊNCIA PÚBLICA

A Câmara de Rio Branco realizou ontem uma audiência pública para debater as possíveis formas de evitar irregularidades nos postos de combustíveis. Apesar da importância do tema, pouco vereadores comparecem. Alguns justificaram a ausência, como o vereador Mamed Dankar, que cumpria carga horária de trabalho na Secretária da qual é lotado.

PROJETO

O vereador João Luz (MDB) lembrou que tramita na Casa um projeto de sua autoria que pede a cassação do Alvará de Funcionamento de empresas e postos estabelecidos na Capital que revenderem combustíveis adulterados.

PONTUAÇÃO LÚCIDA

Sobre isso o vereador Emerson Jarude (sem partido) fez uma pontuação bem lúcida. Um debate que merece cautela. Tirar o alvará de uma empresa por conta de um problema que pode até ser pontual, é grave. É como apoiar a criminalização do empreendedorismo. A irregularidade sendo constante, as penalidades devem ser mais severas. De outra forma, não.

FRASE

“O alvará é a vida da empresa, sem ele nenhum local funciona. Tirar isso é grave por conta de um problema que pode até ser pontual e resolvido posteriormente. Imagine você, o dono de uma loja perder o alvará porque vendeu uma roupa com defeito, por exemplo. Tem muitas barreiras e questões serem analisadas.

(Vereador Emerson Jarude sobre PL que pede cassação do alvará dos postos com combustíveis adulterados)

TÃO ACRE

 A VINGANÇA DO ARTISTA

Restando poucos meses para terminar a construção da Igreja Nossa Senhora da Conceição, no Segundo Distrito, obra pia projetada, construída e dirigida pelas mãos santas do saudoso frei Peregrino Carneiro de Lima, o pároco pediu ao Garibaldi Brasil a pintura de uma grande tela representando o Dia do Juízo Final para ser exposta na parte superior do altar-mor.

Atendendo a solicitação o Gari começou o afresco num improvisado barracão ao lado da construção e que fazia às vezes de sacristia. O artista, no meio dos trabalhos pictóricos, por sinal já avançados, coisa rara pela preguiça do Gari, mesmo que movido a dinheiro, lá uma tarde aparece o pintor e paisagista amazonense Acrísio Lemos, no momento em temporada em Rio Branco, e para mostrar que conhecia do ramo danou-se a opor reparos na pintura do gari, criticando a colocação dos anjos maus julgados bons para o inferno, o que desagradou sumariamente nosso Garibaldi.

Para vingar-se do audacioso borra-tintas que opinava sem ser consultado, o Gari desenhou e pintou à perfeição a figura do Acrísio Lemos no meio dos condenados, segurando o rabo de um dragão. Quando Acrísio soube da sacanagem forçou sem êxito o autor a tirá-lo do quadro gigantesco. Chateado, queixou-se ao padre Peregrino, que lhe disse:

-Seu Acrísio, se aqui o Segundo Distrito fosse Acre eu falaria com o governador Fontenele de Castro e ficaria tudo resolvido como o senhor deseja. Se o senhor tivesse caído no Purgatório eu rezaria uma missa e o tiraria de lá, mas onde o Garibaldi o colocou até para Deus é um pouco trabalhoso.

Pode ter sido praga, mas o certo é que um temporal desses doidos fez desabar a velha sacristia e destruiu tão valiosa pintura, salvando-se assim por acaso o Acrísio do Juízo final.

NOVIDADES NO NOVO ACRE

Em 1953, Garibaldi Brasil baixava o cutelo “sonhadores de Rio Branco” no seu Jornal do Povo, nº 4, de três de março:

“O passageiro que num dia de chuva espera apanhar ônibus…

O pobre morador dos subúrbios de Rio Branco que não quer sujar os sapatos na lama…”.

Perguntar não ofende: mudou “o sonho dos moradores”?

(Crônicas de José Chalub Leite, O humor Acreano de Todos os Tempos)