O Ipea lançou recentemente Atlas da Violência – Retrato dos Municípios 2019, que traz observações importantes sobre a violência no Acre. O estudo diz que quase todo o Estado apresentava taxa estimada de homicídios acima de 20.0, com exceção do município de Marechal Thaumaturgo, cuja taxa foi 0.0.
“As maiores taxas estavam presentes na capital, Rio Branco (85,3), Porto Acre (80,2), Assis Brasil (57,3) e Senador Guiomard (51,0), localizados nas microrregiões de Rio Branco ou de Brasileia, ao sul do Estado”, diz o estudo.
Outros dois municípios com altas taxas de homicídio eram Cruzeiro do Sul (64,1) e Feijó (54,9). Segundo o Ministério Público do Acre, esses dois municípios situam-se na rota do tráfico de cocaína, que saem de cidades peruanas e passam pelas regiões de Juruá, Alto Acre e Purus.
“Certamente, muitas mortes no Estado têm relação com os confrontos entre Primeiro Comando da Capital (PCC) e B13 com o Comando Vermelho, em uma disputa por rotas de escoamento das drogas em um estado que possui fronteira de 1,4 mil quilômetros com Bolívia e Peru, países produtores de cocaína”, avalia o Ipea.
Tais embates são reconhecidos pela Polícia Civil, que afirma que há um “acirramento de uma guerra entre grupos criminosos que tentam se consolidar e dominar o mercado do comércio varejista e atacadista de armas, drogas e produtos receptados”. Entretanto, dinamizando as facções locais, os dados do Departamento Penitenciário Nacional (Infopen) indicam que o Acre tem a segunda maior taxa de aprisionamento do país e que 45% da população presidiária são jovens.




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