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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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RENEGOCIANDO AS DÍVIDAS DO ESTADO

O governador Gladson Cameli está em Brasília buscando renegociar a dívida do Estado que, atualmente, está na casa dos R$ 3,7 bilhões. A amortização dessa dívida tem sido um dos ‘Calcanhares de Aquiles” do progressista, tendo em vista que precisa todo mês desembolsar mais de R$ 45 milhões. A expectativa é que o governo efetive uma nova operação de crédito em que as instituições financeiras comprem a dívida e o Estado tenha apenas um credor. Os bancos que se mostraram interessados na proposta foram o Banco do Brasil, Caixa Econômica e o BTG Pactual. Com a economia inicial de R$ 500 milhões, o governo do Acre. O lado positivo dessa renegociação é que poderemos obter um prazo de no mínimo um ano de carência, sem falar a possibilidade de diminuir a taxa de juros pela metade. Seria uma boa saída, um folego para o governo, haja vista que traria uma economia de cerca de R$ 500 milhões aos cofres do Acre. Com essa economia, Gladson pretende trazer para a ordem do dia a realização de concurso público e o chamamento dos candidatos aprovados em vários certames do Estado. Além de injetar dinheiro na construção civil para gerar emprego e renda.

SEGURANÇA PÚBLICA

Poderia destinar um pouco de recurso para a Segurança Pública também. Os homicídios ocorridos nas últimas semanas só fortaleceram ainda mais a sensação de insegurança. A população está cada vez mais com medo de sair de casa.

INTERVENÇÃO FEDERAL

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB/C) já sinalizou que se a onda de criminalidade não for contida no Acre irá pedir intervenção federal. Cumpre seu papel enquanto parlamentar, mas há de se convir que não é uma situação fácil de ser resolvida da noite para o dia. O antigo gestor não conseguiu resolver ao longo dos anos em que esteve à frente do Estado, como Gladson iria fazê-lo em apenas sete meses?

NADA DE DESCULPA

Claro que isso não é desculpa para Cameli. A criminalidade no Estado se agrava a cada dia e é preciso que o governo seja firme. Não está parado, sabemos, mas as ações não tem sido o suficiente. É tempo de mudar de estratégia.

PÚBLICO REDUZIDO I

O reflexo da insegurança pode ser sentido na ExpoAcre. O público reduziu consideravelmente. Claro que situação financeira contribui, afinal de contas, tem muita gente desempregada. Mas, a onda de criminalidade também tem contribuído.

PÚBLICO REDUZIDO II

A onda de violência que se abateu sobre Rio Branco no último sábado, com duas execuções e cinco pessoas feridas, além de um assassinato no domingo pode ter afastado o público do evento, embora a cúpula da Segurança Pública diga que o policiamento está reforçado.

ORGANIZADA

E por falar na ExpoAcre, uma coisa não se pode negar, está muito bem organizada. Governador Gladson Cameli e toda a equipe estão de parabéns.

AGRONEGÓCIO

Fomentar o agronegócio, definitivamente, está nos planos de Gladson Cameli (PP). E ele não tem medido esforços para ampliar o debate em torno do assunto, pois entende que esse é o viés para fortalecer a economia no Acre. Nesse sentido, foi uma boca sacada a criação do Galpão Institucional, na ExpoAcre.

GALPÃO INSTITUCIONAL

Ao longo dos dias de realização da feira, no Galpão, serão debatidos temas relacionados ao setor produtivo. O governo está apresentando os três de seus maiores potenciais: a pecuária, o café e a mandioca. A expectativa é que ao final da feira, o Acre tenha conseguido mais pessoas para investir no setor.

PROJETO ZDA

Ainda sobre o agronegócio, os estados do Acre, Amazonas e Rondônia solicitaram ao Ministério da Agricultura o apoio da unidade territorial da Embrapa para delimitar e caracterizar a Zona Especial para o Desenvolvimento Agropecuário denominada Amacro, junção das siglas iniciais de Amazonas, Acre e Rondônia. O foco é buscar o desenvolvimento econômico e social da Amazônia Ocidental.

PROPOSTAS

Entre as principais propostas apresentadas para a macrorregião, – que compreende o sul amazonense, leste acreano e noroeste rondoniense -, destacam-se a promoção do desenvolvimento agropecuário regional, foco nas inovações e cadeias produtivas, assim como maior atenção nas necessidades dos cenários evolutivos, estratégias interestaduais para fomentar, verticalizar e integrar a produção agropecuária para os mercados internos e externos.

PUXÃO DE ORELHA

Gladson Cameli andou ‘puxando a orelha’ de alguns de seus secretários burocratas que, segundo ele, são “cabeça de burro”. O carão não agradou o staff governamental. Alguns secretários andam reclamando da ‘impaciência’ do progressista. Não podem reclamar, no começo da gestão Gladson deixou bem claro que sua gestão seria de respostas e sem entraves. Ou acompanham o chefe do executivo, ou peçam para sair. Simples assim!

‘CABEÇA DE BURRO’

“Essa palavra burocracia eu já excluí do meu dicionário. Alguns secretários meus já excluíram, mas alguns são cabeça de burro que não excluíram ainda, mas se não excluírem nós vamos ter que arrancar. Não dá para perder tempo. Estamos há sete meses. Parece que foi ontem que a gente ganhou a eleição. Olha o verão. Olha o povo querendo trabalhar”, disse Gladson Cameli.

EXONERAÇÃO.

Gladson se refere a alguns de seus secretários que não conseguem destravar projetos para execução de serviços na prática. Essa inércia deve custar a exoneração de alguns dos membros do primeiro escalão, conforme comenta-se nos bastidores, após a Expoacre.

BOM PARLAMENTAR

O vereador Mamed Dankar (PT) está entre os parlamentares mais produtivos no primeiro semestre legislativo, na Câmara. Acima dele só a vice-presidente da Casa, Lene Petecão (MDB) e Emerson Jarude (sem partido).

PRETENSÕES

Sérgio Petecão (PSD) não descarta a possibilidade de a legenda entrar na disputa pela prefeitura de Rio Branco. Garante que os debates dentro da legenda ainda não começaram, mas a ideia foi suscitada e será amadurecida no início do próximo ano.

AFRONTOSA

A deputada federal Mara Rocha (PSDB) não dá sinais de que pretende voltar à base de apoio a Gladson Cameli, apesar do irmão dela, o vice-governador Major Rocha, alegar que é uma questão de tempo isso acontecer.

MEDO

O interesse de Rocha nessa “reconciliação” entre Gladson e Mara tem como único viés a briga por espaço. O receio é que o grupo opositor aos irmãos Rocha dentro do PSDB acabe ganhando mais espaço dentro do atual governo.

NOVOS PROGRESSISTAS

Os prefeitos de Bujari, Romualdo Araújo, e de Epitaciolândia, Tião Flores, vão deixar PCdoB e PSB, respectivamente, para se filiar no Progressistas, partido do governador Gladson Cameli. Nos bastidores, corre a boca larga que a próxima a anunciar a filiação no Progressista é a prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem. Ela tem também convite de DEM e PRB, mas nega que deixará o PT.

PROBLEMÃO

Parece que as coisas se acalmaram para o lado do deputado federal Jesus Sério (PDT). Não se falou-se mais sobre sua possível expulsão da legenda.

NA MIRA

Jesus Sérgio (PDT/AC) entrou na mira do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, depois de votar favorável pela aprovação da Reforma da Previdência, contrariando a determinação do partido. Pelo visto, tudo não passou de meras ameaças.

FRASE

“O que vemos aqui é um espírito de integração entre os estados e muita vontade de crescer juntos na geração de renda e novos postos de trabalho. E este é o principal objetivo pelo qual estamos reunidos aqui na Expoacre. Para debater sobre este tema que é de total interesse dos três estados”.

(Vice-governador major Rocha, sobre a criação de zona de desenvolvimento agropecuário)

TÃO ACRE

 OUTRA RASTEIRA NA UMBELINA

 A costureira Umbelina Marçal, coitada, penava para receber o dinheiro suado das roupas (camisas, calças, cuecas samba-canção) que com engenho e arte confeccionava para o ilustre freguês. “Amanhã” era o indicativo do pagamento demorado.

Tendo produzido várias capas trabalhosas para cobrir sofás e poltronas da Rádio Difusora Acreana, dona Umbelina engrossou as pernas de tanto perseguir o Gari em demanda de recebimento. No gabinete do diretor a mulher, desalentada, aflita, ouviu a indigesta promessa:

– Dona Umbelina, pago amanhã sem falta!

No “amanhã” prometido que era hoje, o técnico e vovô da RDA, João Pereira do Nascimento Neto (falecido em Feijó na madrugada de 11 de novembro de 1977), na janela da sala do diretor da emissora viu vir a Umbelina, ficou para apreciar outro drible. Esperançosa, humilde, a mestre em panos enfrentou o carrancudo devedor.

– Doutro Garibaldi, cheguei.

-Ah, Umbelina, você está sem sorte, o dinheiro acabou…

João Nascimento debochou com gargalhada. Fuzilando o subalterno com o olhar assassino, o pobre João foi o único a receber alguma coisa naquele dia:

– De quê ris, João? De quê ris? Por acaso sou caloteiro? Estás suspenso por cinco dias!

UM OLHO NA MISSA, OUTRO NO PADRE

Às vésperas das eleições de 1976 escreveu que “era candidato desconfiando do eleitor e eleitor desconfiando de candidato”, e exemplificou à sua maneira:

“Um eleitor me conta, num desabafo:

– Da vez passada, doutro, o candidato X me prometeu um terreno e não me deu, mas ficamos quites…

– Porquê?

– Porque não votei nele”.