Ontem foi a vez do secretário de Agricultura do estado, Paulo Wadt, ser sabatinado pelos deputados estaduais. Sua passagem pelo Poder Legislativo sem dúvida agravou a crise entre ele e a deputada federal Mara Rocha (PSDB), que anda insatisfeita com as ações de seu indicado. A todo custo a tucana vem tentando tirá-lo do comando da pasta, mas sem sucesso. O que ela não esperava era que Wadt cairia nas “graças” do governador Gladson Cameli. Público e notório que a manutenção de Paulo na pasta se deve única e exclusivamente ao progressista, somado a pressão de parte do ninho tucano. Pois bem! Na Aleac, Wadt afirmou que “falta habilidade política à deputada” e negou que estivesse pressionando os pecuaristas a venderem suas terras para empresários de Rondônia. Quanto a nomeação de Sâmila Cristina Alves do Carmo, apontada como sócia dele, Wadt tentou suavizar a questão. A justificativa de que a empresa estaria sem atividade há certo tempo não convenceu, mas, pela reação dos deputados, não será problema.
PERDENDO A BATALHAS
“Ela me demitia na madrugada e o governador me ligava pela manhã dizendo: ‘trabalhe’”, disse Wadt na Aleac. Mara tem perdido as batalhas, mas ainda não se deu por vencida. A prova disso é que “rompeu” a aliança política com Cameli mesmo o irmão sendo o vice-governador do estado. No geral, essa ‘rixa’ com o governo não tem afetado seu mandato, o qual vem cumprindo positivamente.
DISPUTA NO SENADO
Se depender do Major Rocha, a deputada concorre ao Senado em 2022. Uma tarefa árdua, sem dúvida, ainda mais quando se coloca no jogo as pretensões da deputada federal Jéssica Sales (MDB) e do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PP) de também concorrer a essa vaga. Sem falar nos candidatos da oposição.
PSDB ESFACELADO?
A fala de Wadt na Aleac fez surgir os rumores de um PSDB dividido. A Coluna discorda! Atritos fazem parte do jogo. Rocha tem conduzido o partido com maestria. Já apagou muito fogo. Esse é só mais um.
O CANDIDATO
E por falar em Rocha, segue firme e forte com a ideia de levar o PSDB a concorrer à prefeitura de Rio Branco com o ex-reitor Minoru Kinpara. Isso ainda tem gerado questionamentos dentro da legenda, mas o tucano tem tirado de letra.
DERRUBANDO OS ARGUMENTOS
Sempre que alguém chega com a ideia de o “pupilo” de Rocha não é a pessoa certa, sendo egresso da FPA, Rocha lembra que o próprio governador e outros políticos de peso, que atualmente integram a base, também já foram. O tucano tem conseguido derrubar os argumentos um a um.
É CONTRA
Mesmo sendo um senador da Amazônia, o emedebista Marcio Bittar não é muito simpático ao Fundo Amazônia. Já chegou até a dizer que o Fundo era um atraso para a região. Sua mais recente ação foi conseguir aprovar na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor um requerimento em que pede ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria nos contratos do Fundo. Ele quer saber como os contratos foram firmados, sua execução, os resultados dos programas e qual o objetivo dos doadores de recursos financeiros ao Fundo.
EXTINTO
Rumores dão conta de que o Fundo corre o grande risco, caso não seja extinto, de passar por mudanças drásticas. Esse debate tem causado preocupação entre alguns políticos do estado, haja vista que implicam, entre outras coisas, na forma de capitação desses aportes financeiros.
PROJETOS
Há que se frisar que o Fundo é necessário para o andamento de projetos que beneficiam, sobretudo, as comunidades tradicionais e os povos indígenas.
RESPINGANDO NO ACRE
No Acre, caso se concretize o fim do Fundo Amazônia, o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC) poderá deixar de existir, ou perderá sua razão, que é dialogar com os organismos internacionais na busca de financiamentos de projetos a fundo perdido, como é o caso do banco alemão KFW, um dos maiores apoiadores do Fundo Amazônia. Um prejuízo para o estado, sem dúvida.
NA DISPUTA
O nome de Ailson Mendonça, filho do deputado Antônio Pedro (DEM), tem sido cogitado para concorrer à prefeitura de Xapuri em 2020. Participou da eleição de 2016 para o mesmo cargo e por pouco não saiu vitorioso. Seu nome tem sido constante nas rodas de conversa.
DEMANDAS DO POVO
E por falar no deputado Antônio Pedro, ele relatou que andou cobrando do Deracre a construção da ponte para ligar o bairro Sibéria ao Centro de Xapuri. O impasse está por conta de uma determinação do município sobre a proibição de caminhões circularem no Centro.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
Se confirmado a proibição, o democrata já sinalizou que vai realizar uma audiência pública no município para debater com a população o melhor local para a construção da ponte. Uma coisa é certa, de acordo com Antônio Pedro, “ela não deixará de ser construída”.
ERRO GROSSO
Com tantos nomes surgindo para disputar a prefeitura de Rio Branco, aumenta-se as chances de o executivo continuar sob comando do atual grupo. Tem muito partido aí apostando que vai ser uma disputa fácil. Com isso, já suscitam colocar jogador em campo. A desunião pode acabar sendo o maior inimigo do MDB, PP, PSDB, PSL… enfim.
VAI DISPUTAR
Um nome certo na disputa é do deputado estadual Roberto Duarte (MDB). Ele entra com o apoio maciço do MDB. É um nome forte, mas sem garantia de vitória. Da mesma forma que Minoru Kinpara, Emerson Jarude e até mesmo a prefeita Socorro Neri.
CEDO DEMAIS
Muito cedo para fazer afirmações, ainda mais de vitória. Muita água vai debaixo dessa ponte.
TOMOU POSSE
A nomeação do Tião Bocalom (PSL) como novo diretor-presidente da Emater foi publicada no Diário Oficial do Estado de ontem. Um mal-estar imperou no partido. O presidente Pedro Valério ainda não engoliu o fato, tendo em vista que a legenda já se declarou oposição ao novo governo. Corre o sério risco de daqui uns dias receber um convite “cordial” para deixar a sigla.
FRASE
“A secretária de saúde foi bastante infeliz em suas palavras, quando afirmou que apenas 20% dos servidores trabalham, pois, os profissionais de saúde são pessoas comprometidas, agora não podem fazer milagre sem o estado dar as mínimas condições de trabalho. Os profissionais de saúde têm o meu apoio e minha confiança. Eu sou médico e sei o quanto essas pessoas se dedicam”.
(Deputado Jenilson Leite ao comentar afirmações da secretária Mônica Feres em sabatina na Aleac)


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