Centrais sindicais e entidades do movimento social do Acre aderiram ao movimento nacional que determinou greve geral nesta sexta-feira, 14. Em Rio Branco trabalhadores e estudantes iniciaram o protesto nas primeiras horas da manhã. Por volta de 4h bloquearam a saída de ônibus de garagens e fecharam com piquetes a BR 364, nas proximidades do Distrito Industrial, sentido aeroporto. Os coletivos foram liberados para circulação por volta das 7h da manhã.
A motivação para o protesto em todo o país foi o corte de verbas para a educação e a Reforma da Previdência. No mês passado o governo federal anunciou o corte de cerca de 30% das verbas destinadas para as universidades e institutos federais, o que segundo reitores vai inviabilizar o início do segundo semestre, investimentos em pesquisa e extensão nas instituições.
A proposta de Reforma da Previdência, em discussão no Congresso Federal, é outra motivação para os protestos. As medidas tomadas pelo governo Bolsonaro têm levado milhares de trabalhadores, estudantes e sindicalistas às ruas Brasil afora.
A paralisação de servidores públicos, o fechamento de repartições, universidades, bancos e o Terminal Urbano sem movimentação de ônibus chamou a atenção da população. Durante toda a manhã o movimento tomou conta das principais ruas da capital do Acre, que permaneceram fechadas até o início da tarde.
A manifestação foi pacífica, trabalhadores e estudantes se concentraram na Praça da Revolução, em Rio Branco por volta de 9h da manhã. Em seguida saíram em caminhada em direção ao cruzamento da Av. Getúlio Vargas com a Ceará, vias estruturantes da cidade. O trânsito e a circulação de ônibus tiveram que ser deslocados para rotas alternativas nas proximidades da área central.
Após mais de 30 minutos de fechamento de um dos principais cruzamentos da capital, os manifestantes caminharam até a Av. Brasil e pararam em frente ao gabinete do governador, onde lideranças do movimento realizaram falas. Gladson Cameli foi alvo de críticas por parte dos manifestantes por defender abertamente a Reforma da Previdência.
No Brasil
Em todas as capitais do país, no Distrito Federal e em mais 300 cidades brasileiras foram realizados protestos contra a Reforma da Previdência e os cortes de verbas para a educação. Segundo a Central Única dos Trabalhadores, uma das organizadoras das manifestações, 45 milhões de trabalhadores e estudantes aderiram à greve geral.
O sistema de transporte de todo o país foi afetado em razão das manifestações. Ônibus e metrôs das principais cidades funcionaram parcialmente no decorrer do dia.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>