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sábado, 6 de junho de 2026
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Ex-alunos do Pernambuco relatam experiência escolar do ensino integral

Ex-alunos do Pernambuco relatam experiência escolar do ensino integral

O modelo de educação em tempo integral propõe o desenvolvimento do currículo que vá além do desempenho escolar e envolva dimensões afetivas e emocionais, dialogando com o meio sociocultural e familiar em que o estudante está inserido.

No Acre, as aulas recentemente iniciadas sob novo conceito, tiveram a mediação de ex-estudantes de estados que avançaram no quesito ensino desde a implantação das aulas integrais, a exemplo de Pernambuco, o pioneiro, que atualmente possui mais de 300 escolas integrais num universo de cerca de mil colégios estaduais.

Intitulados de protagonistas, os jovens vieram ao Acre realizar o acolhimento dos alunos e tiveram contato diário por uma semana para propagar suas experiências, para que a partir dessa vivência elas se multipliquem.

No Instituto Lourenço Filho, por exemplo, um total de 12 protagonistas, que no momento ou cursam ou já concluíram o nível superior, foram enviados pelo Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), responsável pela prestação de consultoria às escolas que adotam esse modelo no Brasil.

1 Foto Angela Peres Secom 2

O aprendizado que também se pode ensinar

“A estratégia do acolhimento não tem como falhar, por se tratar de jovem falando diretamente para jovem, sobre sonhos, sobre possibilidades, sobre quão transformadora pode ser a experiência de traçar as próprias metas e de ser o principal autor da própria história. E o retorno que tivemos aqui foi algo muito recompensador e impressionante”, pontuou o jovem pernambucano Gilberto Romeiro, 23 anos, acadêmico de Ciências Sociais.

Também protagonistas pelo ICE de Pernambuco, Akyla Tavares e Catharina Florêncio, de 18 e 20 anos, respectivamente, atribuem conquistas pessoais como a escolha do curso superior à boa formação adquirida no ensino integral. Akyla também é acadêmico de Ciências Sociais e Catharina optou por Engenharia de Minas.

“Graças à equipe escolar que tive eu cheguei à decisão por qual área atuar. O modelo de gestão do ensino integral é determinante pra ajudar os jovens nesse processo da autodescoberta e, principalmente, de ter segurança sobre as próprias decisões que nortearão seu futuro”, declara Catharina.

Para Akyla, o maior ganho que os jovens podem ter com esse padrão de ensino é o olhar humanista que cada um deve ter acerca de si mesmo.

“Isso vai além de apenas ter conhecimento ou de ter uma profissão. A gente aprende a analisar em qual área se dá melhor, o que realmente fascina, pra que em cima disso se possa construir um projeto de vida. Então, com base nessas questões que envolvem o lado humanista e o do conhecimento é que se trabalha o conceito de educação, ou seja, a junção de tudo isso”, observou.