O Brasil é um país de tamanho continental, portanto, dentro do território nacional cabe muitas diferenças pelo ponto de vista da linguística.
Nos cabe nada mais que a compreensão de todos seus aspectos fonéticos, morfológicos, sintáticos, semânticos, sociais e psicológicos.
Comunicar é se fazer entender
Com isso, de uns tempos pra cá passei a analisar minha família. Entre os vários termos, expressões e gírias vou destacar os que mais me chamaram atenção dentre os quais, alguns já uso em meu vocabulário.
Mais um dia normal na casa dos Moura Costa, para o almoço, a tradicional galinha caipira e pirão escaldado, tiro certo no gosto familiar. Todos comem bem e o elogio é categórico ao pirão, paixão regional.
Ao fim da refeição todos seguem seu curso da vida cotidiana.
No fim do dia, todos chegam em casa e minha sogra diz:
– O almoço tava tão bom que fiquei INTURIDA.
Logo indaguei; inturida? Tá bem sogra? O que é isso?
E assim se fez um buraco negro no meu raso vocabulário. A gargalhada foi geral.
Eu por não saber e ela e seu tio (que também mora na casa) pelo espanto de eu não saber.
A curiosidade logo bate e o smartphone vem à mão, abro o Google digito I N T U R I D O, confiante dessa palavra ser apenas invenção dos que zombam de mim.
Página carregada, pesquisa encontrada.
De acordo com dicionário informal:
“Palavra de uso coloquial falada no interior da Paraíba na acepção popular de prisão de ventre ou dificuldade para defecação”.
Com isso, respondo:
– Ou vocês são do tempo do Brasil colônia ou tem parentes paraibanos.
Bem verdade, a segunda hipótese não pode ser descartada, entretanto, segue mais uma nova palavra para vocabulário regional raiz.
*Hugo Costa – Jornalista


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