O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanitárias do Acre, conhecido popularmente como Sindicato dos Urbanitários, participou na sexta-feira, 22, do Dia do Dia Nacional Contra a Reforma da Previdência, quem em Rio Branco foi realizado em frente ao Palácio Rio Branco. Além da entidade, outras nove associações sindicais estiveram presentes na mobilização geral.
Os manifestantes se posicionaram contra as novas propostas do Governo Federal para aposentadoria. A ideia, encaminhada a Câmara dos Deputados no dia 20 de fevereiro, é elevar a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens se aposentarem. Outro ponto discordado é os 20 anos de contribuição obrigatórios para receber 100% do valor integral do benefício.
Segundo o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, se a reforma for aprovada na Câmara dos Deputados e Senado Federal, cada Casa Legislativa terá que realizar votação de dois turnos para poder alterar as regras atuais, deve prejudicar os mais pobres e favorecer a classe empresarial. Ele afirma que a matéria do Executivo Federal precariza a atuação dos trabalhadores.
“Nos juntamos aos demais sindicatos e movimentos sociais para lutar contra essa anomalia proposta pelo presidente Bolsonaro. Essa é uma luta nacional e esse ato serve para explicar à sociedade os malefícios que essa proposta trará para todos nós caso seja aprovada, queremos mobilizar e sensibilizar a população em geral para esse tema tão importante nas nossas vidas”, pontuou Jucá.
De acordo com a organização do ato, cerca de 400 pessoas estiveram presentes. Após ser enviada à Câmara Federal, a Reforma da Previdência será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Depois, ela será discutida e votada em uma comissão especial e caso haja consenso da maioria seguirá para votação em plenário, quando todos os representantes decidirão.
Lá, a aprovação do texto depende de dois turnos de votação com, no mínimo, três quintos dos deputados (308 votos) favoráveis a proposta. Se aprovada, a proposta será encaminhada ao Senado Federal, onde a tramitação também envolve discussão e votações em comissões para depois ir a plenário com votação em dois turnos. Dos 81 senadores, 49 precisam votar a favor.
“Não podemos aceitar de maneira alguma a retirada dos nossos direitos, eles foram conquistados com muito esforço e luta. Não dá de ser a favor de uma reforma feita pelo presidente que aos 33 anos se aposentou conquistou a primeira aposentadoria, recentemente se aposentou como deputado federal e quando deixar a Presidência vai se aposentar novamente devido ao cargo”, destacou Jucá. (Agência Arawá)


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