O assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, em Brasiléia, no interior do Acre, provocou manifestações de indignação também em Boca do Acre, no Amazonas. O caso tem como principal suspeito o advogado e ex-vereador Francisco Valadares Neto, que já atuou como procurador do município durante a gestão da ex-prefeita Dorinha.
Em entrevista ao Jornal Opinião, o ex-secretário municipal de Obras e ex-vereador Vangelo Araújo lamentou o crime e cobrou rigor, transparência e responsabilidade na condução das investigações.
Vangelo destacou a gravidade das circunstâncias relatadas no caso, especialmente as informações de que a médica possuía medidas protetivas e teria acionado um dispositivo de emergência antes de ser morta.
“É um caso revoltante, que nos deixa profundamente indignados. Estamos falando de uma mulher, uma profissional da saúde, que teve sua vida brutalmente interrompida. A sociedade não pode aceitar que situações como essa continuem acontecendo. É preciso que a Justiça esclareça tudo e que os responsáveis sejam punidos”, afirmou.
Suspeito já atuou na administração municipal de Boca do Acre
Durante a entrevista, Vangelo também lembrou que Francisco Valadares Neto possui ligação com a administração pública de Boca do Acre, onde exerceu o cargo de procurador municipal na gestão da ex-prefeita Dorinha.
Para o ex-vereador, a informação faz parte do histórico público do suspeito e merece ser contextualizada diante da repercussão do crime. Ele ressaltou que a investigação deve ocorrer sem interferências ou privilégios.
“Valadares foi procurador do município de Boca do Acre na gestão da ex-prefeita Dorinha. É uma informação que merece ser lembrada diante da repercussão do caso. Independentemente de cargos, influência ou posição social, ninguém está acima da lei. A Justiça precisa agir com independência e fazer seu trabalho”, declarou.
Ex-vereador cobra efetividade das medidas protetivas
Vangelo também chamou atenção para a necessidade de fortalecer os mecanismos de proteção às mulheres, principalmente em situações nas quais já existem ameaças e decisões judiciais destinadas a preservar a integridade das vítimas.
“Não basta conceder uma medida protetiva. É necessário que ela funcione efetivamente, que a mulher tenha segurança e que os mecanismos de emergência sejam capazes de responder quando a vida está em risco. Precisamos refletir sobre isso para evitar que outras famílias passem pela mesma dor”, acrescentou.
Ao final, o ex-secretário afirmou que o assassinato reforça a necessidade de uma resposta firme das instituições e de medidas capazes de prevenir novos casos de violência contra a mulher.


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