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sábado, 19 de setembro de 2026
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Datafolha: 34% dos brasileiros associam esquerda à maior parte dos políticos envolvidos no caso Banco Master

Uma nova pesquisa Datafolha mostra como os brasileiros avaliam a distribuição política dos envolvidos nas investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master. Segundo o levantamento, 34% dos entrevistados consideram que a maior parte dos políticos envolvidos pertence ao campo da esquerda.

A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (18) pela Folha de S.Paulo e ouviu eleitores em todo o país em meio ao avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre as relações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades e políticos.

Na mesma pesquisa, 27% dos entrevistados apontaram a direita como o campo político com maior presença entre os envolvidos. Outros 10% citaram o centro, enquanto 13% disseram acreditar que políticos de diferentes espectros estão envolvidos nas irregularidades investigadas.

Outros 16% não souberam responder. Nenhum entrevistado escolheu a alternativa que isentava todos os grupos políticos.

Pesquisa ouviu 2 mil brasileiros

O Datafolha entrevistou 2.001 pessoas em 125 municípios brasileiros entre os dias 15 e 17 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.

Comparação com levantamento anterior

Os números apresentam mudanças em relação à pesquisa realizada pelo instituto no início de abril.

Naquele levantamento, 38% dos entrevistados apontavam a esquerda como o principal campo político entre os envolvidos, enquanto 20% indicavam a direita. Centro e todos os espectros políticos haviam sido mencionados por 10% dos entrevistados cada.

Na pesquisa anterior, 22% dos participantes não souberam responder à pergunta. Agora, esse percentual caiu para 16%.

Investigações envolvem nomes de diferentes grupos políticos

Desde abril, as investigações relacionadas ao Banco Master passaram a envolver nomes ligados a diferentes correntes políticas e instituições. As apurações também colocaram sob análise relações mantidas por Daniel Vorcaro com parlamentares e autoridades.

No campo governista, o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado em junho após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal. Segundo as investigações mencionadas no caso, ele é suspeito de ter recebido pagamentos relacionados à instituição financeira. As suspeitas ainda são objeto de apuração.

Na oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também passou a ser investigado em um desdobramento denominado “Dark Horse”. As apurações mencionam suspeitas de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Mensagens atribuídas ao parlamentar também passaram a ser analisadas em razão de uma suposta negociação com Vorcaro envolvendo mais de US$ 24 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação ainda busca esclarecer as circunstâncias e a natureza dessas tratativas.

Outros políticos, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), também aparecem entre os nomes investigados em diferentes frentes relacionadas ao caso.

Caso também chegou ao STF

As investigações alcançaram ainda integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), após surgirem informações sobre contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

O assunto passou a ser analisado pelo plenário da Corte. Nesta semana, porém, o julgamento foi suspenso após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

O levantamento do Datafolha foi realizado enquanto as investigações e as discussões políticas sobre o caso continuam em andamento. Os percentuais representam a percepção dos entrevistados sobre quais grupos políticos estariam mais presentes entre os envolvidos e não constituem uma conclusão sobre a responsabilidade individual de políticos ou autoridades.