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quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Safra 2026/27 pode bater recorde no Brasil e coloca Boca do Acre em destaque no agronegócio do Amazonas

A agricultura brasileira pode alcançar um recorde histórico na safra 2026/27. Projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Banco do Brasil apontam para uma produção de até 366,6 milhões de toneladas de grãos em todo o país.

O resultado está relacionado principalmente à expansão da área cultivada, que deve chegar a 85,3 milhões de hectares. Mesmo com uma possível redução na produtividade média, o aumento da área semeada deve sustentar o crescimento da produção nacional.

No Amazonas, esse movimento ganha importância especialmente na região Sul do estado, onde Boca do Acre vem ampliando sua participação na produção agrícola e se destacando como um dos municípios ligados à expansão da fronteira agrícola no Norte.

Boca do Acre amplia espaço no agronegócio do Amazonas

Localizado no Sul do Amazonas, Boca do Acre apresenta condições estratégicas para o desenvolvimento das atividades agropecuárias. O município, ao lado de Humaitá, vem ganhando espaço na produção regional, com expansão das áreas destinadas principalmente ao cultivo de soja e milho.

A localização também favorece a integração com rotas de escoamento da produção pelo Arco Norte, aproximando os produtores amazonenses dos principais corredores utilizados para o transporte de commodities agrícolas.

O crescimento da produção de milho em escala nacional também pode gerar reflexos na economia de Boca do Acre. A maior disponibilidade do grão tende a favorecer setores que dependem dele como matéria-prima, especialmente a produção de ração animal.

O cenário beneficia diretamente a atividade pecuária, que possui forte presença no município, e pode contribuir para o desenvolvimento de segmentos como avicultura e piscicultura.

Clima e rios são pontos de atenção

O avanço da produção agrícola na região também exige atenção às condições climáticas e à logística de transporte. Para produtores de Boca do Acre, a regularidade das chuvas é importante tanto para o desenvolvimento das lavouras quanto para o planejamento da colheita.

O nível dos rios também tem influência direta sobre o transporte da produção. O monitoramento das calhas fluviais é considerado estratégico para reduzir o risco de dificuldades no escoamento e evitar impactos sobre os custos logísticos.

Com a expansão das áreas cultivadas e o aumento da produção, o município busca conciliar o crescimento das atividades agropecuárias com a necessidade de preservação ambiental e uso responsável dos recursos naturais.

Soja deve registrar nova marca

Entre as principais culturas brasileiras, a soja deve alcançar uma nova marca na safra 2026/27. A área destinada ao cultivo pode chegar a 49,3 milhões de hectares, com crescimento mais moderado em relação ao observado nas últimas duas décadas.

Mesmo assim, a produção estimada é de 181,64 milhões de toneladas, o que representa um novo recorde para a cultura.

Milho pode chegar a 148 milhões de toneladas

O milho também aparece entre os destaques da próxima safra. A produção total projetada é de aproximadamente 148 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pela demanda das indústrias de ração e pela utilização do cereal na produção de etanol.

A primeira safra deve alcançar 32,1 milhões de toneladas, o maior volume estimado para esse período nos últimos 13 anos. Já a segunda safra pode chegar a 113,2 milhões de toneladas.

Algodão, arroz e feijão

A área destinada ao algodão também deve apresentar recuperação, chegando a 2,09 milhões de hectares. A produção de pluma está estimada em cerca de 4,2 milhões de toneladas.

Para o arroz, a projeção indica produção de 10,76 milhões de toneladas, uma redução de 2,9% associada principalmente à produtividade.

Já o feijão deve manter uma oferta próxima da estabilidade, com previsão de aproximadamente 2,9 milhões de toneladas.

O cenário projetado para a safra 2026/27 reforça a expansão da agricultura brasileira e evidencia o avanço de novas áreas produtoras. No Amazonas, Boca do Acre aparece entre os municípios que vêm ganhando espaço nesse processo, especialmente pela produção de grãos e pela posição estratégica para o escoamento agrícola na região Norte.