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terça-feira, 15 de setembro de 2026
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Filha de dona e funcionária morrem após incêndio criminoso em restaurante de Joinville

Duas vítimas morreram após permanecerem internadas em estado grave por causa do incêndio criminoso que atingiu um restaurante em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Letícia das Graças Teodoro, de 24 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (15), enquanto Lidia Regiane Lick Da Luz, de 52 anos, morreu no sábado (12). As duas estavam internadas desde o ataque ocorrido em 29 de agosto.

Letícia era filha de Alice Teodoro, proprietária do restaurante, que também morreu em decorrência dos ferimentos sofridos no incêndio. Segundo familiares, a jovem apresentava o quadro mais grave entre as vítimas e sofreu queimaduras em grande parte do corpo.

Incêndio aconteceu em 29 de agosto

O crime ocorreu na manhã de 29 de agosto, no restaurante localizado no bairro Fátima, em Joinville. Segundo as investigações, Longino Dias Batista, de 49 anos, entrou no estabelecimento à procura da ex-companheira, que não estava no local.

O homem teria levado um fósforo e provocado o incêndio enquanto procurava pela mulher. Funcionários e testemunhas ainda tentaram impedir que as chamas se espalhassem, mas não conseguiram controlar o fogo.

Longino permaneceu dentro do restaurante durante o incêndio e morreu carbonizado. Outras cinco pessoas que estavam no estabelecimento ficaram feridas e precisaram ser encaminhadas para unidades hospitalares.

Três vítimas morreram

Com a morte de Letícia, três pessoas que estavam no restaurante morreram em consequência do ataque. Alice Teodoro morreu no início de setembro, após permanecer internada por causa dos ferimentos.

Lidia, que trabalhava no restaurante, morreu no último sábado (12), depois de permanecer internada em estado grave.

Entre os demais feridos, uma pessoa recebeu alta hospitalar. Outra permanece internada na UTI, sob sedação leve e recebendo cuidados médicos.

Homem já havia atacado a ex-companheira

O histórico de violência envolvendo Longino e a ex-companheira também passou a ser investigado. Em 2024, ele havia sido preso depois de invadir a residência da mulher.

Na ocasião, segundo as informações da investigação, Longino feriu a ex-companheira com uma facada nas costas. O filho dela tentou defendê-la e também foi atingido.

O homem passou a responder por tentativa de feminicídio e tentativa de homicídio, mas posteriormente foi colocado em liberdade. Ainda conforme a investigação, a mulher chegou a mudar de endereço para tentar se afastar do ex-companheiro, que continuava procurando por ela.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, que investigam as circunstâncias do ataque e o histórico de violência envolvendo o homem.