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segunda-feira, 3 de agosto de 2026
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OMS alerta para aumento de 40% nas mortes por câncer de mama até 2050; Ministério da Saúde amplia ações de prevenção

As mortes por câncer de mama poderão aumentar em até 40% até 2050 nos países de baixa e média renda, segundo projeção da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo considera a continuidade das tendências atuais e aponta como principais fatores o envelhecimento da população, a transição epidemiológica e as dificuldades de acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

Brasil também projeta aumento da mortalidade

No Brasil, um documento encaminhado pelo Ministério da Saúde ao Congresso Nacional estima crescimento na taxa de mortalidade pela doença nas próximas décadas.

Segundo a projeção, o índice poderá passar de 17,7 mortes por 100 mil mulheres em 2025 para 22,1 mortes por 100 mil mulheres em 2050.

Entre mulheres com idade entre 30 e 69 anos, a mortalidade prematura poderá aumentar de 23,2 para 27,4 óbitos por 100 mil mulheres no mesmo período.

Diagnóstico precoce pode mudar o cenário

O documento destaca que as projeções são baseadas na manutenção do cenário atual e podem ser alteradas com a ampliação das políticas públicas voltadas ao rastreamento, diagnóstico precoce e tratamento.

Entre 2023 e 2025, mais da metade das mulheres diagnosticadas com câncer de mama aguardou mais de dois meses para iniciar o tratamento, evidenciando desafios na assistência oncológica.

Ministério da Saúde amplia ações no SUS

Como resposta ao cenário projetado, o Ministério da Saúde informou que pretende ampliar as estratégias de prevenção e atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as metas está a redução de 10% da mortalidade prematura por câncer de mama até 2030, além do aumento da cobertura de mamografias entre mulheres de 50 a 69 anos.

No último ano, o SUS realizou cerca de 4 milhões de mamografias e ampliou a faixa etária recomendada para o exame, que passou a contemplar mulheres entre 40 e 74 anos.

O governo também informou que 93 Carretas da Saúde percorrem diferentes regiões do país oferecendo exames por meio do programa Agora Tem Especialistas.

Testes genéticos e novos tratamentos

Outra medida anunciada é a oferta de testes genéticos para identificar mutações hereditárias associadas ao câncer de mama, como alterações nos genes BRCA1 e BRCA2.

O Ministério da Saúde também confirmou a incorporação de novos tratamentos ao SUS, entre eles o trastuzumabe entansina, indicado para pacientes com câncer de mama HER2 positivo.

Expansão da radioterapia

Desde 2023, o governo federal adquiriu 155 aceleradores lineares para ampliar a oferta de radioterapia no SUS.

Os equipamentos possibilitaram a abertura de novos serviços especializados em 12 estados e integram o Plano de Expansão da Radioterapia, previsto para ser concluído até o final de 2026.

Segundo o Ministério da Saúde, quase 7 milhões de procedimentos de quimioterapia foram realizados pelo SUS até novembro do ano passado, representando crescimento de aproximadamente 80% em comparação com 2022.