O Hamas anunciou nesta sexta-feira (31) que aceitou uma proposta apresentada pelos Estados Unidos para avançar no encerramento da guerra na Faixa de Gaza. O plano prevê o desarmamento gradual do grupo, a retirada progressiva das tropas israelenses e a criação de uma nova estrutura administrativa para governar o território durante um período de transição.
O anúncio ocorre após quase dois anos de conflito, iniciado em outubro de 2023, e foi confirmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a iniciativa como um passo histórico em direção à paz na região.
Plano prevê transição administrativa em Gaza
Segundo os termos divulgados, o desarmamento do Hamas seria acompanhado pela retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza. Durante a transição, a administração civil passaria a ser conduzida pelo Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), formado por tecnocratas palestinos.
Também está prevista a atuação de uma Força Internacional de Estabilização, que deverá trabalhar em conjunto com uma nova força policial palestina para assumir a segurança do território após a retirada das tropas israelenses.
Hamas afirma que aceitou fazer concessões
Representantes do Hamas afirmaram que a decisão foi tomada diante da grave situação humanitária enfrentada pela população de Gaza.
O negociador Ghazi Hamad declarou que o grupo realizou concessões para tentar reduzir o sofrimento da população civil e afirmou que Israel não participará diretamente do processo de desarmamento.
Segundo integrantes das negociações, as armas do Hamas deverão ser entregues ao NCAG, responsável por conduzir a administração do território durante a fase de transição.
Israel ainda não confirmou adesão ao acordo
Até o momento, o governo israelense não anunciou oficialmente se aceitará os termos da proposta. Fontes ligadas ao governo afirmam que alguns pontos ainda não atendem integralmente às exigências de Israel, principalmente em relação à desmilitarização completa da Faixa de Gaza.
A continuidade das negociações dependerá da definição sobre a implementação das próximas etapas do acordo e das garantias de segurança exigidas pelas partes envolvidas.
Conflito já dura quase dois anos
A guerra começou em 7 de outubro de 2023, após o ataque realizado pelo Hamas em território israelense, que resultou na morte de mais de 1,2 mil pessoas e no sequestro de centenas de reféns, segundo dados divulgados por Israel.
Em resposta, Israel iniciou uma ampla ofensiva militar na Faixa de Gaza. De acordo com autoridades de saúde do território palestino administrado pelo Hamas, o conflito já deixou mais de 73 mil mortos.
Mesmo durante o período de cessar-fogo, episódios de violência continuam sendo registrados, enquanto as negociações seguem para definir a implementação definitiva do acordo e o futuro da administração de Gaza.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>