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terça-feira, 21 de julho de 2026
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Anvisa aprova novo medicamento contra linfoma agressivo no Brasil; imunoterapia amplia opções de tratamento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento de um dos tipos mais agressivos de linfoma não Hodgkin. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (20) e amplia as alternativas terapêuticas disponíveis para pacientes que não responderam aos tratamentos convencionais ou apresentaram retorno da doença.

O medicamento aprovado é o Columvi (glofitamabe), indicado para adultos diagnosticados com linfoma difuso de grandes células B recidivado ou refratário, considerado o subtipo mais comum e agressivo da doença.

Como funciona o novo medicamento

Segundo a Anvisa, o Columvi deve ser utilizado em combinação com os medicamentos gencitabina e oxaliplatina. Trata-se de uma imunoterapia, capaz de estimular o próprio sistema imunológico a identificar e destruir as células cancerígenas.

A terapia é destinada aos pacientes que não podem ser submetidos ao transplante autólogo de células-tronco, oferecendo uma nova possibilidade de tratamento para casos considerados de maior complexidade.

Com a aprovação, o Brasil passa a contar com mais uma alternativa para combater um câncer que costuma apresentar evolução rápida e exige tratamento imediato.

O que é o linfoma não Hodgkin

O linfoma não Hodgkin (LNH) é um câncer que se desenvolve nas células do sistema linfático, estrutura responsável pela defesa do organismo. A doença pode surgir em diferentes regiões do corpo e se espalhar por diversos órgãos.

Existem mais de 20 subtipos da doença. Entre eles, o linfoma difuso de grandes células B é um dos mais agressivos e representa parcela significativa dos diagnósticos.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que a incidência da doença aumentou nas últimas décadas, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.

Principais sintomas

Entre os sinais mais comuns do linfoma não Hodgkin estão:

Aumento dos linfonodos (ínguas) no pescoço, axilas ou virilha;
Suor noturno intenso;
Febre persistente;
Coceira na pele;
Perda de peso superior a 10% sem causa aparente.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico depende da realização de exames capazes de identificar o tipo e o estágio da doença. Entre os principais procedimentos estão:

Biópsia de linfonodo ou outro tecido;
Punção lombar, quando indicada;
Tomografia computadorizada;
Ressonância magnética.

Após a confirmação, os médicos classificam o linfoma entre formas de crescimento lento (indolentes) ou de evolução rápida (agressivas), o que orienta a definição da estratégia terapêutica.

Tratamento varia conforme o tipo da doença

O tratamento do linfoma não Hodgkin depende do subtipo da doença, do estágio do câncer e das condições clínicas do paciente.

As principais abordagens incluem:

Quimioterapia;
Imunoterapia isolada ou associada à quimioterapia;
Radioterapia;
Transplante de células-tronco, quando indicado.

Com a aprovação do Columvi, especialistas esperam ampliar as possibilidades de tratamento para pacientes que já esgotaram outras opções terapêuticas, oferecendo uma nova alternativa baseada na ativação do sistema imunológico contra o câncer.