Dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) revelam que o Acre teve a maior alta do país nos custos da construção civil em dezembro de 2018. De acordo com o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), o estado registrou um índice de 1,24% na parcela dos materiais no mês passado, com um gasto médio de R$ 1317,71 por metro quadrado. Apesar da elevação nos preços, o setor registrou crescimento nas vendas em relação ao ano de 2017.
Gerente geral de uma loja de materiais de construção e acabamento em Rio Branco, Anderson Naitzk diz que o estabelecimento teve um crescimento de 20% nas vendas em comparação a 2017. Para superar o cenário de crise econômica e a desaceleração do setor no ano passado, o grupo adotou algumas estratégias para alcançar bons percentuais.
“Registramos essa alta devido as várias mudanças que fizemos no grupo, além de inserir novos produtos e marcas nas lojas”, destaca.
O Sinapi mostra ainda que em dezembro de 2018 o Acre teve a maior taxa entre os estados brasileiros nos custos da construção civil, a variação mensal alcançou 0,69% no estado. Os números revelam que no acumulado do ano passado, o Brasil teve um crescimento de 6,30% nos preços dos materiais e de 2,45% na mão de obra. Os índices foram superiores aos alcançados em 2017, quando o custo dos materiais no acumulado durante o ano registrou um índice de 2,61%.
O Índice Nacional da Construção Civil fechou 2018 com alta de 4,41%, ficando acima do registrado em 2017, quando o percentual alcançado foi de 3,82%. A variação mensal para dezembro foi de 0,22%. Naitzk comenta que mesmo com a alta e a retração média de 15% nas vendas durante o inverno amazônico, a expectativa é que a comercialização seja 35% maior em 2019. Ele destaca que a expectativa de recuperação da economia do país anima o setor de vendas.
“A gente está depositando uma perspectiva muito grande na recuperação da economia brasileira. Com a mudança de governo e essas mudanças que veem sendo anunciadas nesse início de ano, principalmente em relação ao setor econômico, a gente está acreditando que vá melhorar. Se isso acontecer realmente, a construção civil, que é um dos principais fomentadores da economia e que mais gera empregos em todo o país, vai se recuperar rápido e ter bons resultados”, finaliza Natizk.


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