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terça-feira, 28 de julho de 2026
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Ofensiva no Líbano mata sobrinho de líder do Hezbollah e amplia tensão no Oriente Médio

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram a morte de Ali Yusuf Harshi, sobrinho e secretário pessoal do líder do Hezbollah, Naim Qassem, durante ataques realizados na madrugada desta quinta-feira em Beirute, capital do Líbano.

De acordo com o comunicado israelense, Harshi era considerado um colaborador próximo e atuava como conselheiro direto de Qassem, desempenhando funções estratégicas na organização e segurança do escritório do grupo.

Além da morte do integrante, as FDI informaram que a ofensiva teve como alvo estruturas consideradas essenciais para o Hezbollah, incluindo passagens utilizadas para transporte de armas ao sul do rio Litani, depósitos de armamentos, lançadores e centros de comando no sul do país.

O Hezbollah, grupo xiita fundado em 1982 com apoio da Guarda Revolucionária do Irã, mantém histórico de confrontos com Israel. A atual escalada ocorre em meio a um cenário já tensionado após recentes conflitos envolvendo o Irã e aliados na região.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as ações continuarão enquanto houver ameaças à população do norte de Israel.

“Nossa mensagem é clara: qualquer um que agir contra civis israelenses será atacado. Continuaremos atingindo o Hezbollah onde for necessário até restaurar a segurança”, declarou.

Escalada mesmo após cessar-fogo

Apesar de um acordo de cessar-fogo anunciado dias antes, Israel realizou uma nova onda de ataques na quarta-feira, ampliando a tensão no Oriente Médio. Segundo autoridades libanesas, a ofensiva deixou ao menos 254 mortos, sendo 91 apenas em Beirute, além de mais de mil feridos.

Israel e Estados Unidos afirmaram que o Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo. Já o Irã classificou a ação como uma violação direta do entendimento e reagiu com novas medidas, incluindo o fechamento do Estreito de Ormuz.

O episódio aumenta o risco de um conflito mais amplo na região, envolvendo diferentes países e grupos armados. O clima entre as nações segue tenso, com troca de acusações e ameaças públicas.

Pressão internacional e risco de agravamento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas permanecerão posicionadas na região e indicou a possibilidade de novas ações militares caso o cenário se agrave.

Em publicação oficial, ele destacou que tropas, equipamentos e armamentos continuarão mobilizados até que haja garantia de cumprimento de acordos e estabilidade na região.

Enquanto isso, equipes de resgate seguem atuando em áreas atingidas em Beirute, buscando sobreviventes entre os escombros de edifícios residenciais destruídos pelos bombardeios.

A situação permanece instável, com risco de novos confrontos e impacto direto sobre civis, que enfrentam um cenário de insegurança crescente diante da escalada militar.