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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Erika Hilton pede investigação contra Ratinho por falas consideradas transfóbicas

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta quinta-feira (12) uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o apresentador Ratinho. O documento solicita a abertura de um inquérito policial após declarações feitas pelo comunicador durante programa exibido na televisão.

Segundo a parlamentar, as falas feitas em rede nacional configuram transfobia e discriminação. A denúncia foi registrada no Gecradi (Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância).

Declarações ocorreram durante programa de TV

A representação foi motivada por comentários feitos por Ratinho durante a exibição do “Programa do Ratinho”, transmitido na última quarta-feira (11).

Durante a atração, o apresentador questionou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

No programa, Ratinho afirmou que a parlamentar “não é mulher, é trans” e defendeu que a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma mulher cisgênero. As declarações repercutiram nas redes sociais e provocaram críticas de parlamentares e ativistas.

Representação aponta crime de transfobia

Na denúncia apresentada ao Ministério Público, Erika Hilton argumenta que as falas negam a identidade de gênero de mulheres trans e buscam deslegitimar sua atuação em espaços institucionais.

O documento também ressalta que as declarações foram feitas em rede nacional de televisão, o que ampliaria o alcance e o impacto do discurso.

No Brasil, a transfobia é equiparada ao crime de racismo por decisão do Supremo Tribunal Federal. Caso haja condenação, a pena pode chegar a até seis anos de reclusão, além de multa.

Eleição para comissão gerou resistência

A eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher enfrentou resistência de setores políticos ligados à direita e ao Centrão nos bastidores da Câmara.

Apesar das articulações contrárias, a deputada foi eleita e assumiu o cargo, tornando-se a primeira mulher trans a presidir o colegiado na Câmara dos Deputados.

Para a parlamentar, as declarações do apresentador ultrapassaram o campo da crítica política e representaram uma tentativa de invalidar sua identidade e atuação pública.

Veja o vídeo: