Emma Amit, de 51 anos, sofreu convulsões e perdeu a consciência após consumir a espécie tóxica durante gravação de vídeo; testemunhas relataram escurecimento dos lábios antes da morte
A influenciadora digital Emma Amit, de 51 anos, morreu na última sexta-feira após ingerir um crustáceo altamente tóxico conhecido como “caranguejo do diabo”, durante a gravação de um vídeo para as redes sociais na província de Palawan, nas Filipinas.
De acordo com autoridades locais, a causa da morte foi envenenamento por neurotoxinas. Testemunhas relataram que, pouco antes do agravamento do quadro, os lábios da influenciadora ficaram escuros, seguido de convulsões e perda de consciência.
Gravação em manguezal antecedeu intoxicação
No dia 4 de fevereiro, Emma estava com amigos em um manguezal próximo à sua residência coletando frutos do mar. No vídeo publicado, o grupo aparece preparando os alimentos com leite de coco e provando o que acreditavam ser iguarias locais. Entre os itens capturados estava o caranguejo venenoso, cujo consumo é considerado de alto risco.
No dia seguinte à gravação, o estado de saúde da influenciadora se agravou rapidamente. Ela apresentou:
Emma chegou a ser transferida de uma clínica local para um hospital regional, mas não resistiu às complicações.
Veneno resiste ao cozimento e não há antídoto
O chamado “caranguejo do diabo” é encontrado em recifes da região do Indo-Pacífico e carrega toxinas extremamente potentes. Segundo informações do Western Australian Museum, o veneno permanece ativo mesmo após o cozimento.
As neurotoxinas podem causar paralisia e insuficiência respiratória em poucas horas. Especialistas alertam que não existe antídoto específico para esse tipo de envenenamento. O tratamento disponível consiste apenas em suporte hospitalar intensivo para manter as funções vitais enquanto o organismo tenta eliminar a substância.
Comoção na comunidade
A morte da influenciadora causou choque na comunidade de Luzviminda. O chefe da vila, Laddy Gemang, afirmou que Emma e o marido eram pescadores experientes, o que tornou o caso ainda mais inesperado.
“Reforçamos o apelo para que a população evite o consumo de qualquer animal marinho desconhecido”, alertou o líder comunitário.
Com informações NDMais


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