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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Caso Orelha: delegado-geral de SC nega violação de sigilo após apuração do Ministério Público

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel, se manifestou nesta quarta-feira (11) sobre o procedimento preparatório instaurado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para apurar sua conduta relacionada às investigações do caso do cão Orelha.

Segundo o MPSC, a medida foi adotada a partir de diversas representações recebidas questionando a atuação do delegado-geral. O procedimento preparatório é uma etapa inicial que antecede eventual abertura de inquérito civil ou outras medidas judiciais.

Apuração envolve declarações em coletiva

De acordo com o Ministério Público, a investigação está sob responsabilidade da 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, que atua no controle externo da atividade policial.

As representações teriam relação com falas feitas por Ulisses Gabriel durante uma coletiva de imprensa realizada em 27 de janeiro, quando foram divulgadas informações sobre a causa da morte do cão Orelha, além de detalhes sobre apurações envolvendo maus-tratos e possível coação de uma testemunha do caso.

Delegado afirma que não foi notificado

Em nota, Ulisses Gabriel declarou que não foi formalmente notificado sobre a instauração do procedimento, mas afirmou estar tranquilo quanto à apuração.

O delegado sustenta que não é nem nunca foi responsável direto pela investigação do caso e, por isso, não poderia responder por eventual abuso de autoridade ou violação de sigilo funcional. Ele também argumenta que as informações divulgadas na coletiva não eram sigilosas e já eram de conhecimento público.

Ulisses Gabriel afirmou ainda que, durante as entrevistas concedidas, não citou nomes nem exibiu imagens que identificassem investigados. Segundo ele, o inquérito que apurou possível coação no curso do processo tinha caráter público.

Delegado diz estar à disposição do MP

Na manifestação, o delegado-geral afirmou confiar na atuação do Ministério Público e colocou-se à disposição para prestar esclarecimentos.

Ele também mencionou que parte das representações apresentadas ao MP teriam sido motivadas por interesses políticos e ideológicos.