Rio Branco
24°C
quarta-feira, 3 de junho de 2026
22:54

Caso Epstein: por que o nome da brasileira Luma de Oliveira aparece em e-mails do bilionário

O nome de Luma de Oliveira, um dos maiores ícones do Carnaval e da moda no Brasil, apareceu em uma nova leva de documentos divulgados pela Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein.

A menção consta em uma troca de e-mails de 2012, que envolve o bilionário americano e o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel.

O que dizem os documentos de Epstein que mencionam Luma de Oliveira

Em uma mensagem datada de agosto de 2012, Epstein questiona Brunel sobre uma mulher ligada ao empresário Eike Batista. O diálogo registrado nos documentos é o seguinte:

Jeffrey Epstein: Eike Batista, namorada? Você mencionou isso para mim.
Jean-Luc Brunel: Eu mencionei a Luma de Oliveira. Ele era ou é casado com ela.

O teor dos documentos revela que, na época do e-mail, Luma de Oliveira já estava separada de Eike Batista havia oito anos. O casamento entre os dois durou de 1991 a 2004.

Não há, nos documentos divulgados, qualquer indício de envolvimento direto de Luma de Oliveira com Jeffrey Epstein, tampouco esclarecimento sobre o contexto da citação.

O elo entre Epstein e o Brasil

A principal ligação entre o bilionário americano e o Brasil é Jean-Luc Brunel. De acordo com documentos e depoimentos, o agente francês era responsável por acionar contatos para fornecer mulheres a Epstein sempre que solicitado.

Depoimentos colhidos em 2010 indicam que Epstein teria viajado ao Brasil para encontrar garotas, inclusive menores de idade, com conexões facilitadas por Brunel.

O agente utilizava sua posição como cofundador da agência MC2 Model Management — financiada por Epstein — como uma fachada no mundo da moda, prometendo carreiras internacionais a jovens modelos.

Quem era Jean-Luc Brunel

Jean-Luc Brunel foi considerado uma peça-chave no esquema de exploração sexual atribuído a Jeffrey Epstein. Ao longo de décadas, acumulou diversas denúncias de abuso sexual e era apontado como integrante de uma rede internacional de exploração.

Em 2020, Brunel foi preso no aeroporto de Paris ao tentar fugir para o Senegal. No entanto, o processo judicial não chegou ao fim. Em 2022, ele foi encontrado morto em sua cela, em um caso registrado como suicídio pelas autoridades francesas.

Jeffrey Epstein morreu em 2019, em uma prisão nos Estados Unidos, antes de ir a julgamento por crimes relacionados a tráfico sexual.