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segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Milei provoca polêmica ao retratar Brasil como “favela” e exaltar Argentina futurista

O presidente da Argentina, Javier Milei, gerou forte repercussão nas redes sociais nesta segunda-feira (15) ao publicar imagens que retratam o Brasil e outros países sul-americanos governados pela esquerda como uma grande favela, enquanto nações alinhadas à direita aparecem representadas em um cenário futurista e de prosperidade.

As publicações ocorreram um dia após a vitória do direitista José Antonio Kast nas eleições presidenciais do Chile, realizadas no domingo (14). Nas ilustrações compartilhadas por Milei, a América do Sul é dividida em dois blocos ideológicos bem definidos.

Em uma das imagens, Brasil, Uruguai, Venezuela, Colômbia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa surgem retratados como áreas degradadas, associadas à pobreza e ao atraso. Em contraste, Argentina, Chile, Paraguai, Equador, Bolívia e Peru aparecem em um ambiente tecnológico e moderno, simbolizando crescimento econômico e desenvolvimento social.

Outra postagem reforça a divisão ao utilizar cores para diferenciar os países. Regiões identificadas em vermelho são descritas como territórios onde a esquerda “retrocede”, enquanto áreas em azul representam, segundo a legenda, os países onde a “liberdade avança”.

As imagens, amplamente compartilhadas, acirraram o debate político e foram interpretadas como uma provocação direta aos governos progressistas da região. Segundo o presidente argentino, o conteúdo reflete o atual equilíbrio político do continente, que agora conta com seis países governados por lideranças de direita e seis sob administrações de esquerda.

No Brasil, parlamentares e figuras públicas alinhadas à direita comemoraram publicamente a vitória de Kast no Chile. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu oficialmente o resultado das eleições e parabenizou o presidente eleito chileno.

José Antonio Kast, no entanto, só assumirá o cargo em março de 2026. Até lá, as postagens de Milei seguem alimentando críticas e debates sobre discurso ideológico, diplomacia regional e o uso das redes sociais por chefes de Estado.


Com informações NDMais