Um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificar negociações com líderes do centrão para consolidar sua pré-candidatura à Presidência em 2026, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou críticas contundentes ao bloco político. As declarações evidenciam divergências dentro da própria família em meio às articulações eleitorais.
Encontro sinaliza apoio ao nome de Flávio Bolsonaro
Na noite de segunda-feira (8), dirigentes do PL se reuniram com os presidentes da Federação União Progressista (UP), Antônio Rueda e Ciro Nogueira. O encontro foi interpretado como um gesto de aproximação entre o partido e o centrão, que detém hoje a maior bancada na Câmara.
A movimentação busca fortalecer o nome de Flávio Bolsonaro, considerado peça estratégica para o campo conservador na disputa presidencial.
Carlos Bolsonaro rebate e endurece críticas ao centrão
Na manhã seguinte, Carlos Bolsonaro publicou mensagens nas redes sociais acusando o centrão de atuar em desacordo com o interesse da população. Para ele, o bloco trabalha “para preservar interesses do mercado financeiro” e manter um modelo econômico que favoreceria bancos e grandes instituições.
“Certamente não é liberdade econômica de verdade, nem autonomia do cidadão. O projeto é outro – silencioso, mas evidente para quem presta atenção”, escreveu o vereador.
Ele afirmou ainda que a atuação do centrão resultaria em juros elevados e dificuldades para famílias e empresas, além de promover um ambiente de “submissão econômica”.
Críticas incluem acusações de paralisia e controle político
Segundo Carlos, o modelo apoiado pelo bloco político empurra brasileiros ao crédito caro e ao endividamento permanente. Ele acusa o centrão de “negociar poder”, controlar verbas e drenar recursos públicos, o que, segundo ele, gera “paralisia do país”.
A tensão entre as narrativas do vereador e as articulações lideradas por Flávio Bolsonaro expõe diferenças internas que podem dificultar alianças estratégicas para 2026.


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